José Alencar, um grande exemplo
O mundo político vive em queda livre. A capacidade de decepcionar parece ser rotina em todas as esferas do setor público brasileiro. Os exemplos estão estampados diariamente na mídia e fazem com que a maioria dos cidadãos, indignada, se afaste da política.
Esse afastamento dos que dizem não gostar de política, ocorre como um ato de repulsa e tem consequência grave: o espaço fica aberto para pessoas confortáveis com o “toma-lá-dá-cá” e que dizem “gostar muito de política”. Esse perverso ciclo faz com que aqueles que não gostam de política sejam liderados pelos que gostam. E é assim que começa a degradação neste meio: pessoas com valores, princípios e bom senso vão sendo afastadas e o espaço vai sendo ocupado por aqueles sempre dispostos a um vale-tudo.
A rotina de escândalos tem outro agravante. Com razão, a sociedade não acredita em políticos que insistem em errar e não têm a mínima vergonha de seus erros. Falo daquela categoria de políticos que, literalmente, se lixam para a opinião pública. Lidam com escândalos como algo perecível, capaz de sobreviver somente até o escândalo seguinte. E vão ganhando fôlego até a próxima eleição.
Mesmo assim, continuo confiante. “Por que você está na política?” – é uma pergunta que sempre me fazem. Respondo que acredito na capacidade de as coisas mudarem para melhor. Com tantos acontecimentos negativos, pode parecer ingenuidade, mas prefiro acreditar que o bom senso existe e pode ser aplicado na política. E que, acima de tudo, vivemos em uma democracia capaz de se aperfeiçoar.
Na vida pública é importante termos referências sólidas, e é neste cenário que merece destaque um grande exemplo: o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), cuja vida é pautada por coerência e respeito. Alencar defende aquilo em que acredita mesmo quando incomoda seu superior direto – o presidente Lula. Não troca suas convicções para “agradar ao rei”. Basta vermos sua luta pela diminuição dos juros, duramente criticada pela equipe econômica. Mesmo assim ele não abriu mão do que crê ser melhor para a economia do País.
O vice-presidente é também exemplo de resistência, de luta pela vida. Já se submeteu a 15 cirurgias em uma incansável guerra contra o câncer. Por mais que esteja cansado, sempre demonstra otimismo, confiança.
Vejo na luta dele contra a doença um exemplo de como enfrentar o câncer que atinge a política. Não podemos entregar os pontos. A participação de todos é fundamental para transformar a política que temos na política de que precisamos. Cada cidadão pode e deve representar a mudança que deseja.
Parabéns, José Alencar!