O maior fiasco da história de Goiás
* Daniel Goulart é deputado estadual pelo PSDB
Nunca antes em Goiás se viu um fiasco tão grande. A visita do presidente Lula, anunciada pelos áulicos do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia como um evento histórico, não passou de um blefe. O presidente, de mãos vazias, se comportou como um metingueiro de palanque de segunda categoria. Não trouxe nada de concreto, a não ser a repetição monótona de velhas promessas. Foi uma vergonha completa, que causou profundo mal estar entre o povo goiano, principalmente por mostrar um presidente da República pequeno, miúdo, distante da figura maior de estadista e de exemplo para a nação – que deveria encarnar.
Dias antes, o governador, o prefeito e alguns seguidores apaixonados chegaram ao disparate de comparar a visita com acontecimentos da grandeza da fundação de Goiânia ou da visita de Getúlio Vargas, nos anos 40, quando aqui lançou a Marcha para o Oeste. Que exagero. Que falta de pudor. O espetáculo deprimente a que pudemos assistir, na quinta-feira, mostrou um Lula de estatura reduzida, despejando grosserias pesadas contra os adversários e, ironicamente, tratando com desdém e menosprezo seus próprios companheiros de comício.
Lula não apresentou nenhuma novidade. Repetiu o jargão de sempre, prometendo para o futuro a construção de casas, a resolução da questão da Celg, a solução para o aeroporto de Goiânia e a construção da Ferrovia Norte-Sul. Todas essas “decisões”, por sinal, cansativamente já anunciadas em outras ocasiões, sem que nada acontecesse depois. É por isso que não tenho nenhuma preocupação em lançar um desafio aos governos federal, estadual e à Prefeitura de Goiânia: renuncio ao meu mandato de deputado estadual se as mais de cinco mil casas já anunciadas ficarem prontas até o final dessas gestões. Não acredito. Mesmo porque, depois de três anos de feito o primeiro lançamento, sequer a metade está concluída. Os compromissos de Lula, portanto, nunca foram cumpridos com Goiás.
No caso da Celg, pasmem os leitores, foi a quinta vez que o presidente afirmou que “o problema está resolvido”. Agora, pelo menos, teve a decência de admitir que ainda faltam acertos técnicos, o que evidencia o quanto Goiás está em baixa na sua escala de prioridades. “Acertos técnicos”? Isso é piada, porque o que vale é a resolução política do presidente, se ele quisesse. Mas isso não foi o pior. Péssimo mesmo foi o fato de que nem o governo do Estado nem a prefeitura souberam apresentar um pacote de reivindicações ao presidente, formulado, como recomendável, através de documentos escritos. Nada disso. Silenciosamente, Iris Rezende e Alcides Rodrigues limitaram-se um a ser tratado como garçom do presidente e, outro, ao silêncio bovino de sempre.
Mais grave: o PMDB goiano, através de um dos seus deputados, ainda aproveitou a visita para entregar ao presidente um pacote de denúncias contra políticos adversários. Isso, no meu entendimento, dá bem a medida do compromisso que essa gente tem com o nosso Estado e com o nosso povo. Em vez de propostas, denúncias vazias. No lugar de reivindicações, ataques de baixo nível. E ainda atribuindo ao presidente o papel de polícia e de inquisidor, que Lula, aliás, abraçou com a sua conhecida falta de grandeza para o cargo que ocupa.
Milhões foram gastos. Toda a grande imprensa brasileira registrou a volta ao passado coronelístico quando os funcionários públicos foram dispensados do expediente e os estudantes arrancados das escolas para montar plateia para os desvarios do presidente. Que fez questão de dar a sua contribuição pessoal, constrangendo os aliados do PMDB ao forçar a barra com o lançamento extemporâneo da candidatura de Henrique Meirelles.
Ao levar o Banco Central para o palanque, Lula mostrou até onde vai a sua irresponsabilidade, sem receio de criar um foco de instabilidade para o mercado financeiro nacional, da qual o guardião deveria ser o presidente do BC. Na repercussão negativa do evento em Goiânia, os maiores jornais do eixo Rio-São Paulo condenaram com firmeza a postura de aventureiro de Henrique Meirelles, ao deixar o seu trabalho em Brasília para uma viagem sem nenhuma relação com o seu papel de autoridade monetária número um do País. Provado está, portanto, que a falta de responsabilidade do presidente é capaz de contaminar até mesmo quem deveria, pela natureza e importância do seu cargo, se portar com seriedade e sobriedade.
Lula e seus anfitriões goianos chocaram Goiás. Nunca assistimos a nada parecido aqui no nosso Estado e, por isso, tenho que concordar com a visão de que a visita foi mesmo histórica, mas infelizmente em um sentido muito negativo e desconstrutivo. Esse evento jamais será esquecido, mas como demonstração cabal de tudo o que um presidente da República e seus aliados não podem e nem devem fazer. Mas o estrago está feito: sem dúvidas, os maiores prejudicados foram o governador e o prefeito, que herdaram do destempero do presidente em Goiás um cenário de caos político e de cizânia.
Aliás, os mesmos que hoje estão com Lula estiveram conosco na base aliada, em 2006, para eleger, sob a liderança de Marconi Perillo, o então pouco conhecido Alcides Rodrigues – que só ganhou o governo porque todos nós nos unimos para fazer a sua campanha. E na quinta-feira, 13, a Praça Cívica, de tantas e gloriosas tradições, serviu para abrigar um aparato caro e desnecessário, para um presidente atacar com baixarias a honra e a história de um dos políticos mais importantes para o nosso povo, sob o olhar complacente e subserviente do governador. Isso, a história não esquecerá.
Dias antes, o governador, o prefeito e alguns seguidores apaixonados chegaram ao disparate de comparar a visita com acontecimentos da grandeza da fundação de Goiânia ou da visita de Getúlio Vargas, nos anos 40, quando aqui lançou a Marcha para o Oeste. Que exagero. Que falta de pudor. O espetáculo deprimente a que pudemos assistir, na quinta-feira, mostrou um Lula de estatura reduzida, despejando grosserias pesadas contra os adversários e, ironicamente, tratando com desdém e menosprezo seus próprios companheiros de comício.
Lula não apresentou nenhuma novidade. Repetiu o jargão de sempre, prometendo para o futuro a construção de casas, a resolução da questão da Celg, a solução para o aeroporto de Goiânia e a construção da Ferrovia Norte-Sul. Todas essas “decisões”, por sinal, cansativamente já anunciadas em outras ocasiões, sem que nada acontecesse depois. É por isso que não tenho nenhuma preocupação em lançar um desafio aos governos federal, estadual e à Prefeitura de Goiânia: renuncio ao meu mandato de deputado estadual se as mais de cinco mil casas já anunciadas ficarem prontas até o final dessas gestões. Não acredito. Mesmo porque, depois de três anos de feito o primeiro lançamento, sequer a metade está concluída. Os compromissos de Lula, portanto, nunca foram cumpridos com Goiás.
No caso da Celg, pasmem os leitores, foi a quinta vez que o presidente afirmou que “o problema está resolvido”. Agora, pelo menos, teve a decência de admitir que ainda faltam acertos técnicos, o que evidencia o quanto Goiás está em baixa na sua escala de prioridades. “Acertos técnicos”? Isso é piada, porque o que vale é a resolução política do presidente, se ele quisesse. Mas isso não foi o pior. Péssimo mesmo foi o fato de que nem o governo do Estado nem a prefeitura souberam apresentar um pacote de reivindicações ao presidente, formulado, como recomendável, através de documentos escritos. Nada disso. Silenciosamente, Iris Rezende e Alcides Rodrigues limitaram-se um a ser tratado como garçom do presidente e, outro, ao silêncio bovino de sempre.
Mais grave: o PMDB goiano, através de um dos seus deputados, ainda aproveitou a visita para entregar ao presidente um pacote de denúncias contra políticos adversários. Isso, no meu entendimento, dá bem a medida do compromisso que essa gente tem com o nosso Estado e com o nosso povo. Em vez de propostas, denúncias vazias. No lugar de reivindicações, ataques de baixo nível. E ainda atribuindo ao presidente o papel de polícia e de inquisidor, que Lula, aliás, abraçou com a sua conhecida falta de grandeza para o cargo que ocupa.
Milhões foram gastos. Toda a grande imprensa brasileira registrou a volta ao passado coronelístico quando os funcionários públicos foram dispensados do expediente e os estudantes arrancados das escolas para montar plateia para os desvarios do presidente. Que fez questão de dar a sua contribuição pessoal, constrangendo os aliados do PMDB ao forçar a barra com o lançamento extemporâneo da candidatura de Henrique Meirelles.
Ao levar o Banco Central para o palanque, Lula mostrou até onde vai a sua irresponsabilidade, sem receio de criar um foco de instabilidade para o mercado financeiro nacional, da qual o guardião deveria ser o presidente do BC. Na repercussão negativa do evento em Goiânia, os maiores jornais do eixo Rio-São Paulo condenaram com firmeza a postura de aventureiro de Henrique Meirelles, ao deixar o seu trabalho em Brasília para uma viagem sem nenhuma relação com o seu papel de autoridade monetária número um do País. Provado está, portanto, que a falta de responsabilidade do presidente é capaz de contaminar até mesmo quem deveria, pela natureza e importância do seu cargo, se portar com seriedade e sobriedade.
Lula e seus anfitriões goianos chocaram Goiás. Nunca assistimos a nada parecido aqui no nosso Estado e, por isso, tenho que concordar com a visão de que a visita foi mesmo histórica, mas infelizmente em um sentido muito negativo e desconstrutivo. Esse evento jamais será esquecido, mas como demonstração cabal de tudo o que um presidente da República e seus aliados não podem e nem devem fazer. Mas o estrago está feito: sem dúvidas, os maiores prejudicados foram o governador e o prefeito, que herdaram do destempero do presidente em Goiás um cenário de caos político e de cizânia.
Aliás, os mesmos que hoje estão com Lula estiveram conosco na base aliada, em 2006, para eleger, sob a liderança de Marconi Perillo, o então pouco conhecido Alcides Rodrigues – que só ganhou o governo porque todos nós nos unimos para fazer a sua campanha. E na quinta-feira, 13, a Praça Cívica, de tantas e gloriosas tradições, serviu para abrigar um aparato caro e desnecessário, para um presidente atacar com baixarias a honra e a história de um dos políticos mais importantes para o nosso povo, sob o olhar complacente e subserviente do governador. Isso, a história não esquecerá.