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Helio de Sousa avalia participação do Ministério Público na CPI da Celg

20 de Agosto de 2009 às 10:43

Convicto de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Assembleia Legislativa para investigar o endividamento da Celg, de 1984 para cá, fará um trabalho à altura da sociedade goiana, o deputado Helio de Sousa (DEM) não vê como necessária a participação do Ministério Público, seja estadual ou federal, nos trabalhos, antes da divulgação do relatório final da mesma. “Caso seja necessária, entendo que essa manifestação caberá após a aprovação do relatório”, frisou o parlamentar democrata.

Helio de Sousa lembra que a instalação da CPI foi aprovada por unanimidade dos 35 deputados presentes em plenário, na terça-feira, 18, mas acredita que os seis que não estavam presentes votariam a favor da mesma, caso estivessem. “O importante é que foi feita a leitura da ata na sessão seguinte e nenhum deputado se manifestou pela sua retificação, portanto, todos concordaram com a instalação da CPI”, salientou o deputado, acrescentando que é fundamental a participação de todos os parlamentares. “Temos dez vagas, dá para abrigar praticamente todos os partidos políticos”, ressaltou.

Pessoalmente, Helio de Sousa faz questão de manifestar que, ao contrário do que muita gente pensa, a CPI não vai apontar um responsável pelo endividamento da Celg. “Diria que o papel da CPI não é este, mas, sim, dizer que em determinado período e Governo, com tal Governador e com tal presidente da Celg, aconteceram os seguintes fatos. E, com isso, permitir que a opinião pública, se tiver que fazer um julgamento político, o faça baseado nas informações que serão divulgadas por esta Comissão Parlamentar, que têm que ser todas verdadeiras”, colocou o deputado democrata, que preside a Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa.

Helio de Sousa fez questão também de cumprimentar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), não apenas pela iniciativa de apresentar o requerimento de instalação da CPI, mas, sobretudo, pela sua determinação em realizar um trabalho estritamente técnico. “O Presidente da Casa manifestou essa sua preocupação, para que não se tenha uma sequência política e, sim, de atos técnicos, inclusive já fez um compromisso de que essa CPI terá uma consultoria de alto nível, para que, tecnicamente, faça análise de todos os períodos que forem analisados”, comentou.

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