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Duplicação da BR- 060: benefício a todo o Centro-Oeste

24 de Agosto de 2009 às 11:52
Artigo do deputado Ozair José (PP) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 18.08.2009.
* Ozair José é líder da bancada do PP na Assembleia Legislativa



Está em fase final o processo de contratação de empresas para a elaboração do projeto executivo (engenharia, estudo e relatório de impacto ambiental-EIA/Rima) referente à duplicação da BR-060, no trecho entre Abadia de Goiás e Jataí, com extensão de 268 km. A informação veio do assessor técnico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) Welington da Silva Vieira, entidade que representa o grupo de empresas dispostas a patrocinar os projetos, no valor de aproximadamente R$ 5 milhões. A previsão da Fieg é que eles fiquem prontos no final deste ano para serem entregues ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a quem cabe a execução da obra.

A duplicação da BR-060 é uma necessidade antiga, que há anos vem sendo apontada, mas que nunca se efetivou. A obra é muito importante para nossa economia, sendo que o trecho a ser duplicado, no Sudoeste Goiano, concentra grande parte da produção agropecuária do Estado e tem peso relevante em nosso PIB. Na região estão presentes várias indústrias que dependem de melhores condições de transporte para o escoamento de sua produção, como é o caso das empresas que estão patrocinando o projeto de duplicação, dentre elas, duas usinas de álcool e uma de alimentos.

O trecho a ser duplicado dá acesso a Cuiabá e ao Mato Grosso do Sul. Estudos e planejamento já realizados apontam a necessidade de fazer da BR-060 um eixo de ligação de várias regiões com a Ferrovia Norte-Sul, criando assim um sistema intermodal de transporte, imprescindível para agilizar e diminuir os custos operacionais da produção interna. Em termos de competitividade, um dos pontos fracos de Goiás e, por extensão, de todo o Brasil, é a falta de infraestrutura na área. Estudos técnicos indicam que a intermodalidade é o modelo mais condizente com o desenvolvimento. No entanto, as rodovias ficaram praticamente dez anos sem manutenção adequada, as ferrovias foram tão sucateadas que sequer existem mais, e as hidrovias são um meio ainda não explorado em nosso País. Por conseguinte, a duplicação da BR-060 viria dar um impulso significativo na construção de um modelo intermodal que considere o que já temos e o que pode ser feito a partir disso.

A duplicação da BR-060 beneficiará toda a Região Centro-Oeste, que, além de ser um importante polo agrícola, tem um potencial turístico pouco explorado. A falta de boas estradas inibe o crescimento da demanda de turistas em locais atrativos, como as águas termais da Lagoa Santa, na divisa com Mato Grosso, e as de Jataí, menos exploradas ainda, além do acesso ao Pantanal mato-grossense. Por fim, mais um componente que corrobora para que a obra seja executada é o fato de ela direcionar recursos para o centro do País. No Brasil, historicamente, há uma tendência de concentração dos investimentos do governo federal nas regiões Sul, Sudeste e em parte do Nordeste, deixando os demais Estados praticamente à deriva. Além de esgotada, essa prática é comprovadamente nefasta ao desenvolvimento global do País, cujo crescimento depende do bom desempenho de todas as regiões.

Para que a obra de duplicação saia do papel, é necessária uma mobilização de todas as lideranças dos municípios atendidos pela BR-060, dos prefeitos, do governo do Estado, dos deputados da bancada estadual e federal, dos senadores, e claro, de toda a sociedade goiana.

O presidente do Dnit, Luiz Antônio Pagot, se comprometeu a agilizar a aprovação do projeto após recebê-lo, e disse ser possível iniciar a obra já em 2010, a partir do segundo trimestre, aproveitando inclusive a época de seca. Tudo vai depender do governo decidir fazer e alocar recursos para esse fim, e da atuação dos parlamentares goianos, que deverão trabalhar para buscar recursos no orçamento da União. A ideia ventilada entre os segmentos que articulam a realização da obra é de que ela seja incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para assim merecer a atenção especial do governo federal.






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