A melhor cidade do mundo
Catalão, 150 anos. A nossa cidade chega ao seu sesquicentenário cada vez mais jovem e vigorosa. Não vou falar aqui das glórias do passado deste pedaço de terra abençoado por Deus, berço das mais caras tradições goianas e centro irradiador de cultura e inteligência, que um dia teve o privilégio de abrigar um dos maiores gênios da literatura brasileira, o romancista Bernardo Guimarães, o célebre autor de A Escrava Isaura.
Prefiro olhar para o futuro e vislumbrar o grande destino que ainda temos para cumprir na linha de frente do processo de desenvolvimento de Goiás, sobretudo no incremento da industrialização do Centro-Oeste brasileiro, que se consolida em Catalão com a ampliação do polo automobilístico e de produção mineral.
Catalão possui hoje o terceiro PIB no âmbito estadual. Pelo crescimento econômico que tem experimentado, na esteira dos novos investimentos das empresas mineradoras e da gigante Mitsubishi, com grandes possibilidades de atrairmos a fábrica da Suzuki, em breve ficaremos atrás apenas da capital, Goiânia. Isso significa mais renda, mais empregos, mais qualidade de vida.
Sou um apaixonado por Catalão, que considero – com o perdão do exagero – a melhor cidade do mundo. Lá estão fincadas as minhas raízes mais profundas e é para a cidade que sempre volto para refazer as forças e, no caloroso convívio com a gente catalana, reencontrar a minha razão de viver.
Conheço cada rua, cada esquina e cada habitante de Catalão. Sei das alegrias e das angústias de cada um porque Catalão é a minha casa e o seu povo é a minha família.
Miguel de Cervantes escreveu no clássico Dom Quixote que há três requisitos para a felicidade de um homem. Primeiro, ter nascido numa grande cidade. Segundo, ter uma causa nobre para lutar. E, por último, ter uma mulher extraordinária para povoar o coração.
Posso dizer, então, que sou um homem feliz. Nasci em Catalão, luto por conquistas para o povo catalano e o meu coração está muito bem confiado a minha amada companheira Anna.
No aniversário de 150 anos de Catalão, quero agradecer o apoio que ao longo do tempo venho recebendo da nossa gente e prestar a minha homenagem a todos que, derramando o seu suor, construíram e continuam construindo o nosso município.
Vou sempre levar alto e com muito orgulho a bandeira da minha cidade, a minha querida Catalão do Morrinho de São João, também denominado Colina dos Poetas e Morro da Saudade, símbolo maior da pátria mãe de todos os catalanos e catalanas.