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A expectativa do deputado Misael Oliveira (PDT) é que a Assembleia Legislativa seja transformada em caixa de ressonância política, após 3 de outubro, graças às articulações visando a sucessão de 2010. “Hoje, a situação é de tranquilidade, mas os ânimos devem ficar mais acirrados com as novas filiações”, justifica ele.
O divisor de águas, segundo Misael, pode ser a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para concorrer ao governo. “Podemos ter um racha muito grande na base aliada do governo estadual, mas aí temos de ver como o interior vai se comportar, qual será a reação das bases”, adverte ele, preferindo aguardar os acontecimentos e a anunciada opção de Meirelles pelo PP, o partido do governador Alcides Rodrigues.
“É difícil antecipar como vai se comportar o eleitor, tudo vai depender do momento político. Hoje, eu não poderia avaliar se a base do interior vem rachada ou se a maioria acompanha Marconi Perillo, do PSDB, ou o candidato que vier a ter o apoio de Alcides Rodrigues”, diz Misael Oliveira.
Para o pedetista, não será apenas a divisão da base aliada que vai aquecer o plenário da Assembleia Legislativa. “O PMDB também vive uma dualidade, não sabe se apoia o governo ou se vai para a oposição. No interior, PMDB e DEM são como água e óleo, não se misturam. E tem também a eterna divisão do PT. Será que o partido quer consolidar aliança com o PMDB? Todas essas questão vão dominar o debate político após 3 de outubro e o Poder Legislativo, certamente, vai ser transformado em caixa de ressonância de todas essas articulações”, completa o deputado do PDT.