Abrindo mão
O deputado e titular da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Companhia Energética de Goiás (Celg), Daniel Goulart (PSDB), afirmou durante o Pequeno Expediente desta terça-feira, 1º, que já conversou com a bancada de seu partido e chegaram ao acordo de que os tucanos abrirão mão da presidência e da relatoria da CPI.
O parlamentar explicou que, a priori, o PMDB afirmava que não apoiaria a CPI da Celg, por achar que a presidência ou a relatoria ficaria a cargo do partido tucano, dizendo que, com isso, haveria uma politização da CPI. “Agora que o PSDB abriu mão desses cargos, o PMDB não teve desculpa para não apoiar a CPI. Espero somente que os peemedebistas tenham o mesmo desprendimento, baseado no mesmo argumento de politização da Comissão”, enfatizou Goulart.
O petista e também titular da CPI da Celg, Humberto Aidar, aprovou a ideia de Daniel Goulart. “Tenho sérias dificuldades em votar, tanto no PMDB, quanto no PSDB, para a relatoria ou presidência, já que os dois partidos estão envolvidos na investigação”, frisou.
Humberto Aidar afirmou ainda que essa CPI tem de ser madura, séria e não pode servir de palanque político. “Tirando PSDB e PMDB, ainda restam PT, PTB e DEM, como partidos de deputados titulares da CPI e não vejo nenhuma dificuldade em votar em nenhum deles, tanto para presidência quanto para relatoria”, concluiu.
A Comissão Parlamentar de Inquérito se reune nesta quarta-feira, 2, para escolher presidente, relator e estabelecer o cronograma de trabalho.