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UEG em debate

02 de Setembro de 2009 às 21:28
Deputados, professores, alunos e Ministério Público debatem na Assembleia situação da UEG e apontam soluções.

Uma ruidosa manifestação de estudantes deu início a uma audiência pública sobre a UEG, realizada na tarde desta quarta-feira, 02, no auditório Costa Lima, da Assembleia Legislativa. O evento, promovido pelo deputado Mauro Rubem (PT), discutiu soluções para problemas enfrentados pela institução, como a falta de concurso público.

A mesa foi composta pela promotora do Ministério Público estadual, Marlene Nunes, representando o procurador-geral de Justiça de Goiás, Eduardo Abdon Moura, o diretor da UEG de Anápolis, professor Nelson Abreu, o
presidente da regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior  (Andes), Enoch José da Mata, e o presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcos Elias.

Portando faixas e gritando palavras de ordem, os estudantes e professores, de unidades da Capital e do interior, chegaram pela Alameda dos Buritis e rapidamente lotaram o auditório. Logo depois do início da audiência, houve queda de energia, mas o escuro, a falta de microfone e o calor excessivo não impediram a continuidade do evento.

O deputado Mauro Rubem disse que uma das necessidades mais urgentes da universidade é a realização de concurso público. “A contratação de comissionados representa um sistema feudal. O Estado tem de promover um concurso para fazer a UEG entrar na era republicana”, afirma. O parlamentar comentou ainda que a instituição precisa melhorar a qualidade do ensino para não perder sua graduação de universidade. “Caso contrário, ela volta a ser faculdade”.

As
reivindicações apresentadas na audiência estão na pauta do Fórum em Defesa da Universidade Estadual de Goiás (UEG), formado por professores, alunos e funcionários da área administrativa da universidade. Entre os temas das discussões promovidas pelo fórum, estão a falta de concurso público, perseguição política e a qualidade de ensino.

A promotora Marlene Nunes prometeu que iria levar as pautas levantadas na audiência para o procurador-geral Eduardo Abdon de Moura. Segundo ela, o Ministério Público acompanha a situação da UEG e já constatou irregularidades que precisam ser sanadas, principalmente a contratação excessiva de comissionados e temporários. Este problema ocorreria de forma mais acentuada em Anápolis, onde fica a sede da instituição.

Para Marlene Nunes, a melhor saída seria o Ministério Público buscar soluções negociadas com o Governo estadual, sem a necessidade de mover uma ação judicial, já que neste caso, a demanda de tempo seria bem maior. Ela cita outros casos como o do concurso da Secretaria Estadual de Educação, em que a negociação entre o Ministério Público e o Poder Executivo teve um resultado positivo. “Mas quem vai tomar essa decisão é o procurador-geral. Ele pode optar, inclusive, pela ação”, esclarece.  

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