Esclarecimentos
Presidente da CPI da Celg, o deputado Helio de Sousa (DEM) disse nesta sexta-feira, 4, que não está descartado convite ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para prestar os esclarecimentos que ele julgar necessários sobre as causas pela crise financeira e principalmente pelo endividamento da empresa. “Vamos submeter essa questão aos demais integrantes da CPI”, disse ele, confirmando a primeira reunião para terça-feira, dia 8, às 16 horas.
Em entrevista ontem ao programa Bom Dia, Ministro, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o ministro Edison Lobão afirmou que os problemas financeiros da Celg tiveram início na gestão do PMDB em Goiás com a venda da Usina de Cachoeira Dourada, em 1997. Na época, o governador era Maguito Vilela.
O programa foi aberto à perguntas de âncoras de emissoras de rádio de todo o País. A questão sobre a Celg foi levantada pela Rádio Brasil Central, emissora vinculada ao Governo de Goiás.
Na entrevista, Edison Lobão afirmou que os problemas da estatal goiana foram agravados pela obtenção de empréstimo com juros altos – o que ocorreu na gestão do PSDB. Sobre a liberação do empréstimo de R$ 1,3 bilhão pretendido pelo Estado para minimizar os problemas da Celg, o ministro garantiu que as conversações com o governo estadual estão aceleradas.
"As negociações se encontram a 200 quilômetros por hora. Temos preocupação muito grande com a Celg, que tem uma dívida considerável, que vem a partir da alienação lá no passado de hidrelétrica que pertencia à companhia, depois com juros extremamente elevados e que multiplicaram a dívida de maneira perigosa”, disse ele.
Para o deputado Helio de Sousa, o conteúdo da entrevista de Edison Lobão induz à interpretação de que sua participação na CPI pode ser de grande importância para esclarecer todos os fatos, a partir da venda da Usina de Cachoeira Dourada. “Além do mais – enfatiza -, o Governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, tem de ter em mãos um completo relatório da situação da Celg, até mesmo como garantia para a liberação do empréstimo pretendido pelo Governo de Goiás. Daí, a justificativa para o convite ao ministro para esclarecer todas essas dúvidas que motivaram a criação da CPI.”