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Gripe suína

09 de Setembro de 2009 às 20:20
Audiência na Assembleia destaca medidas e situação atual da Gripe A, mostrando quadro de óbitos no Estado.

Na audiência promovida na tarde desta quarta-feira, 9, na Assembleia sobre a Gripe A, a secretária estadual da Saúde, Irani Ribeiro, afirma que uma das primeiras providências tomadas pelo Governo assim que a doença começou a se espalhar foi formar um comitê responsável pela elaboração das diretrizes de combate à Influenza A (H1N1). A secretária comenta ainda que o momento é de estabelecer parceria e é por isso que buscou a cooperação de todos os municípios. "O princípio é de que todos os pacientes que procuram a rede de saúde pública têm que ser atendidos", explica.

A secretária afirma que uma das diretrizes da Secretaria da Saúde é investir na capacitação técnica dos servidores da pasta, mas que é fundamental a colaboração da população. "A população tem uma participação importante nesse processo de combate à doença, com cuidados básicos como lavar as mãos e não frequentar locais públicos estando com sintomas de gripe".

Segundo Irani, como medidas suplementares, foram abertos seis leitos de UTI no HGG. Também foram adquiridos cem respiradores, monitores e outros equipamentos. "Estamos aptos a atender e não estamos no caos. Temos conseguido atender a demanda", esclarece.

A secretária garante que não há ocultação de dados, conforme estaria sendo divulgado, mas ressalta que a Secretaria da Saúde tem comunicado apenas os casos graves. Segundo esta, em Goiás já são 80 casos confirmados e 42 suspeitos. De 38 óbitos suspeitos, vinte já foram confirmados. "É um número preocupante, mas se formos comparar com a situção nacional, estamos abaixo da média. De qualquer forma é triste e lamentável, mas estamos tomando todas as medidas necessárias", afirma.

Irani comenta ainda que o Governo suspendeu um evento cívico, o desfile de 7 de Setembro, principalmente por causa dos riscos oferecidos às crianças. Ela recomenda que quem estiver com suspeita de gripe evite frequentar aglomerações e busque atendimento médico.

A secretária frisa que entre os 20 casos de óbitos confirmados em Goiás, a maioria era de jovens do sexo masculino, com idades entre 19 e 21 anos. O motivo seria justamente porque esta faixa etária tem propensão a não evitar aglomerados e, por isso, submetem-se a um risco maior de contaminação, além de terem procurado atendimento médico quando a doença já estava em estado avançado. "É uma pneumonia que nós médicos não estávamos acostumados a ver. É uma pneumonia que não tem secreção e que exige ventiladores mais potentes. Mas esses ventiladores já foram adquiridos".

O diretor do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa), Luciano Sardinha, um dos participantes da audiência pública sobre a Gripe A, informou que a unidade que dirige está em condições de atender possíveis casos da doença e que o município tem tomado todas as providências necessárias para evitar a proliferação da enfermidade.  

Nove grávidas internadas

Durante audiência pública sobre a Gripe A, o diretor do Hospital Materno Infantil, Cézar Gonçalves, afirmou que houve um aumento da demanda de pacientes com suspeita de estarem com o vírus H1N1, causador da Gripe A.

Ele informa que a unidade abriga atualmente nove gestantes com suspeita de estarem com a gripe, sendo duas em estado grave. "Hoje, infelizmente, temos uma quantidade muito grande de crianças com suspeita de estarem com a Gripe A", completa. O diretor comenta ainda que, apesar de ter um atendimento limitado, o hospital segue todas as recomendações do Ministério da Saúde e dá prioridade para os casos mais graves.

Município tomou providências

Participante da audiência pública sobre a Gripe A, a diretora de Vigilância em Saúde do município de Goiânia, Cristina Laval, informa que, desde que a Organização Mundial de Saúde fez o alerta sobre a doença, em 24 de abril deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde tem tomado todas as providências recomendadas para combater a pandemia.

Segundo ela, as regiões Sul e Sudeste são onde ocorreram as maiores incidências da gripe. Contratação de médicos, enfermeiros, bioquímicos e outros profissionais para que os Cais e Ciams não fiquem com atendimento deficitário, foram algumas das medidas tomadas pela Prefeitura. "Em alguns desses Cais nós montamos tendas do lado de fora da unidade, para que o paciente com suspeita seja atendido sem risco de contaminação", salienta.

A diretora afirma que os casos graves estão sendo encaminhados para os hospitais de referência da Capital.

Cristina informa ainda que já foram instalados em Goiânia seis pontos de distribuição do medicamento que trata a Gripe A. A diretora frisa que o combate à doença deixou de ser uma questão relacionada exclusivamente à rede pública de saúde e passou a ser responsabilidade também do setor privado e de toda a sociedade.

Comissão vai visitar hospitais

Antes de encerrar a audiência sobre a Gripe A, promovida na tarde desta quarta-feira, 9, o deputado doutor Valdir Bastos (PR), autor da iniciativa, lembra que a Assembleia tem participado das políticas de saúde pública de Goiás e informa que nos próximos dias a Comissão de Saúde da Casa visitará hospitais e unidades de Saúde do Estado para conferir como estão as condições de atendimento à população.

O parlamentar afirma ainda que é preciso buscar ajuda do Ministério do Trabalho para analisar como pode ser feita a dispensa de funcionários de empresas e instituições em casos de suspeita de contaminação com o H1N1, até que se possa certificar de que não se trata da doença. Em seguida, o parlamentar encerra a audiência.

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