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As mulheres precisam assumir espaços na política brasileira

14 de Setembro de 2009 às 12:03
Artigo da deputada Cilene Guimarães (PR) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 11.09.2009.
  * Cilene Guimarães é deputada estadual do PR



A inclusão da mulher no poder estatal brasileiro foi o tema central do Encontro Nacional de Senadoras e Deputadas Federais e Estaduais, realizado em Brasília, com a participação de parlamentares mulheres de todo o País. O evento foi promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em parceria com as bancadas femininas da Câmara e do Senado Federal e com o apoio da Secretaria de Mulheres da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale). O sentimento expresso por cada uma das participantes demonstrou a  necessidade urgente de ampliar o espaço da mulher na política brasileira, hoje, em desvantagem em relação à presença masculina. Como representante da Unale em Goiás, levei ao evento a preocupação da mulher goiana com a baixa participação feminina na política de nosso País e, em particular, de nosso Estado. Não se trata de uma disputa entre os dois sexos, mas da necessidade de equilibrar a representatividade masculina e feminina nas várias esferas de poder de forma a refletir os dados dos últimos censos divulgados pelo IBGE, que mostram uma população brasileira formada na maioria por mulheres.


O tema foi debatido nas plenárias, com destaque para a ampliação da representação feminina nos parlamentos e no poder, bem como o estabelecimento de estratégias conjuntas entre o Executivo e o Legislativo para viabilizar a implatação, em todos os Estados e municípios da Federação, do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Essa iniciativa pretende fortalecer a agenda de políticas públicas para as mulheres no âmbito de todos os espaços de gestão, para a consolidação da presença feminina no Estado. Ao falar para as participantes do evento, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, lançou desafios para consolidar e ampliar a presença da mulher nas políticas públicas do País. Para a ministra, é preciso superar desafios em busca de espaços, entre eles, estadualizar e municipalizar o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, para que tenha recortes e a feição de cada Estado, de cada município, com a Secretaria abrindo linhas de financiamento para ajudar no processo de elaboração dos planos locais.

Para cumprir essas metas, é importante a ampliação da presença da mulher no poder, participando das tomadas de decisões. E aí é preciso criar mecanismos motivacionais e práticos que possam contribuir efetivamente com o aumento do número de mulheres nos nossos parlamentos e em outros poderes constituídos. E um dos caminhos é via Congresso Nacional, através das propostas de reforma política que tramitam em Brasília. É preciso mobilizar a sociedade, por meio dos organismos representativos das mulheres e pela atuação efetiva de nós parlamentares, para garantir o equilíbrio entre a representação masculina e feminina no Estado. Se no cotidiano compartilhamos   responsabilidades com os nossos companheiros, nada mais justo do que dividir com eles o poder de decisão do destino de nossa nação e o nosso próprio destino.



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