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Título de Cidadania

14 de Setembro de 2009 às 15:19
Escritor Aidenor Aires recebeu da Assembleia, nesta segunda-feira, título de Cidadão Goiano, de autoria de Thiago Peixoto.
A Assembleia Legislativa concedeu título de Cidadão Goiano ao presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Aidenor Aires, durante sessão especial realizada no plenário Getulino Artiaga na noite desta segunda-feira. A propositura havia sido feita inicialmente pelo ex-deputado Fábio Tokarski e sustentada por Thiago Peixoto (PMDB).

Thiago Peixoto disse que a forma como alguém se dedica a trabalhar em prol da sociedade revela muito de um ser humano e que “olhar pra trás e ver tudo o que Aidenor Aires já fez em prol dos goianos é ter a certeza de que estamos diante de um grande homem”.

”Seja como poeta, contista, articulista do jornal Diário da Manhã, professor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, um apaixonado pela arte de escrever ou promotor do Estado de Goiás, Aidenor conseguiu se destacar como um homem que merecerá sempre nossa admiração e respeito”, frisou Thiago.

O parlamentar, após relembrar a trajetória de vida do homenageado, nascido na Bahia, decidiu focar no Aidenor poeta e escritor, citando suas principais obras. “Podemos começar citando o início de tudo: “Reflexões do conflito”, de 1970. Obra feita a quatro mãos. Por isso, nossa referência ao poeta Gabriel Nascente. Temos também “Aprendiz do Desencanto” e os “Deuses são Pássaros do Vento”, na década de 80. “Lavra de Insolúvel” vem na década seguinte. O “Dia Frágil” e “A Árvore do Energúmeno” já são deste milênio”, relembrou.

Thiago Peixoto citou ainda que talvez não seja do conhecimento de todos, mas que Aidenor enveredou-se também pelo Governo do Estado, como assessor especial da Governadoria. “Muita coisa para um homem só, mas nada que ele não tenha feito com zelo, competência e maestria. E como se não bastasse tudo isso, ainda é um apaixonado pelo Rio Araguaia. Mais goiano do que isso, impossível”, concluiu.

ACOLHIDO
Em discurso, o escritor Aidenor Aires Pereira disse que é uma satisfação receber o título de cidadão goiano já que aqui chegou aos dez anos de idade, vindo da Bahia. "Desde que cheguei aqui, tive de mostrar serviço, já que não há desonra maior do que ser preguiçoso", afirmou.

Aidenor, que é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, disse que quando chegou a Goiânia logo se acostumou à cidade. "Essa capital não é lugar para se deixar, apenas para chegar e se instalar", afirmou. O escritor disse que a cidade acolheu bem ele e outros baianos que para a cidade vieram.

Para Aidenor, as vidas pessoais e públicas de goianos e nordestinos sempre tiveram muitas semelhanças. "Seja nas questões políticas ou nos costumes diários de seus povos", destacou. O escritor também se lembrou do período em que estudou na Escola Técnica Federal, no Liceu de Goiânia e no curso de Letras Vernáculas, da Universidade Católica de Goiás.

O escritor também agradeceu também à propositura original do ex-deputado Fabio Tokarski (PC do B), que foi retomada pelo peemedebista Thiago Peixoto. "Goiás é um dos poucos lugares da Terra onde, assim que se chega, não se é mais estrangeiro", finalizou.

BIOGRAFIA
Nascido em 30 de maio de 1940, na cidade Riachão das Neves (BA), o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Aidenor Aires Pereira, recebe na segunda-feira, dia 14, o título de Cidadão Goiano da Assembleia Legislativa. A propositura é do deputado Thiago Peixoto (PMDB).

Integrante do Conselho Municipal de Cultura, é escritor e já recebeu prêmios literários como o Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, nos anos de 1973, 1974 e 1984; foi primeiro lugar no “III Concurso Nacional de Literatura do Estado de Goiás”, em 1978; recebeu o prêmio Fernando Chinaglia, de 1979, e o prêmio Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, 1986; entre tantos outros.

Filho de Wilton Santos e de dona Valeriana Aires Pereira, Aidenor Aires Pereira fez os primeiros estudos na cidade natal, mudando-se, logo após, para Goiânia, onde estudou na Escola Técnica Federal, mais especificamente no Curso de Aprendizagem Industrial. Mais tarde, foi para o Liceu de Goiânia e bacharelou-se no curso de Letras Vernáculas, da Universidade Católica de Goiás.

Foi advogado e professor até entrar, mediante concurso, na carreira do Ministério Público, tornando-se um dos mais aguerridos promotores de Justiça, inclusive militando na Auditoria Militar de Goiás. Depois de aposentado, voltou a advogar em parceria com familiares.

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