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Saneago garante investimentos em saneamento básico

14 de Setembro de 2009 às 18:01

O presidente do Sindicato das Indústrias de Construção no Estado de Goiás (Sinduscom – GO), Roberto Elias Fernandes, cobra da Empresa de Saneamento de Goiás (Saneago) mais agilidade na liberação dos projetos de saneamento e um maior envolvimento do governo no assunto para atender a demanda por novas moradias no Estado.

Elias Fernandes participa de audiência pública que é realizada na tarde desta segunda-feira, 14, no auditório Solon Amaral, para discutir a questão do saneamento básico em Goiânia e no Entorno da Capital. O evento é promovido pelo presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa, deputado José Nelto (PMDB).

José Nelto comenta que a meta da reunião é discutir como fazer com que a Saneago possa atender a demanda do crescimento da Capital com o abastecimento de água. “Empreendedores da iniciativa privada estão sendo prejudicados. Condomínios não podem ser lançados, pois estão sem abastecimento de água”, explica.

Segundo Roberto Elias Fernandes, chegaria a 240 mil a demanda por novas casas em Goiânia. E haveria, no momento, 92 projetos imobiliários parados na Capital, esperando a liberação da água e esgoto pela Saneago. “Dizem que há recursos do PAC, FGTS e do BNDS. Então, por que essas verbas não são utilizadas?”, questiona.

Já o diretor de Engenheria da Saneago, Mário João de Souza, garante que, desde 2007, a execução de projetos pela estatal ocorre numa proporção maior que a demanda. O problema, segundo ele, é que, durante 15 anos, de 1990 a 2005, cessaram os investimentos no setor por causa do congenciamento dos fundos vindos do FGTS. “Estamos pagando financiamentos antigos”, explica.

Mário João esclarece ainda que as obras de sanemanto são caras e longas e por isso os resultados demoram a aparecer. Mas diz que os investimentos voltaram a ser realizados a partir de 2007. Cita como exemplo, o caso de Aparecida de Goiânia, onde são realizados projetos de mais de R$ 100 milhões. “Até o final do ano que vem, a cidade passa de uma situação de 50 por cento para 90 por cento de residências do município atendidas com saneamento”, comenta.

O diretor da Saneago destaca ainda o problema do adensamento populacional de bairros como os setores Bueno e Jardim Goiás, que demandam a realização de novos investimentos e atrasam a execução de projetos em outras regiões.

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