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Inclusão Humana

24 de Setembro de 2009 às 16:52
Assembleia encerra Semana da Inclusão Humana com ciclo de debates sobre o tema e variadas exposições.

Aberta na manhã de terça-feira, 22,  foi encerrada nesta quinta-feira, 24, a Semana da Inclusão Social, promovida pelo Centro de Cultura e Intercâmbio (CCI), em parceria com a Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado estadual Mauro Rubem (PT) e entidades da sociedade civil.

Durante três dias, foram discutidas ações em defesa da inclusão de pessoas portadoras de deficiência, com a participação de vários especialistas no assunto. Na abertura da primeira audiência, Mauro Rubem afirmou que a Semana de Inclusão Humana é o reconhecimento do Poder Legislativo para com as pessoas com necessidades especiais. “Essa semana representa a intenção do Poder Legislativo de sensibilizar a comunidade, através da abertura de espaço e desenvolvimento de políticas públicas”, disse o parlamentar.

Segundo o Deputado, a intenção é desenvolver uma estratégia de ações permanentes de inclusão humana, como forma de reforçar, junto ao Executivo, o cumprimento das leis existentes. Durante o evento, também foram levantadas questões como o preconceito sofrido pelos portadores de necessidades especiais, as dificuldades de acessibilidade em ambientes públicos, as atuais políticas públicas e o difícil acesso ao mercado de trabalho.

"A Educação em Goiás ainda falha bastante no projeto de inclusão de portadores de deficiência." Essa é a opinião da procuradora do Trabalho, Janilda Guimarães, em sua palestra nesta quinta-feira, 24, no auditório Costa Lima, dentro do ciclo de debates do evento.

Para a procuradora, há evoluções na área, mas as autoridades goianas ainda falham em implantar, de fato, a inclusão nas escolas públicas. "O que temos, por ora, é um arremedo de inclusão", destacou. No setor privado, segundo Janilda Guimarães, algumas empresas ainda resistem em cumprir a lei que exige a contratação de pessoas portadoras de deficiência. "Pelo menos elas não questionam isso mais na Justiça, como ocorreu há 10 anos", ressalvou.

A professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Dulce Barros Almeida, destacou em sua fala a acessibilidade na instituição. "Houve muitas melhorias, mas é uma luta que não pode parar", disse. A professora ainda ressaltou que o fato de se falar em "inclusão" revela que ainda há algo "excluído".

Além do ciclo de debates, houve hoje também a apresentação, no hall interno da Casa, de exposições de trabalhos artesanais realizados por portadores de deficiência ligados à Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), à Associação Pestalozzi, à Vila São Cottolengo, ao Projeto AlfaDown, à Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás, à Gerarte, à Associação das Mulheres Deficientes Auditivas e Surdas de Goiás, à Adfego e à Secretaria de Estado da Educação.

Banda Marcial

A abertura do evento, no espaço externo da Assembleia, contou com a apresentação da Banda Marcial da Associação Pestalozzi de Goiânia e as coreografias de alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

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