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Deputados repercutem declaração do Governador sobre a Celg

24 de Setembro de 2009 às 17:54

Após a declaração do governador Alcides Rodrigues de que “vai consultar a sociedade primeiro para depois decidir se negocia as ações da Celg com a Eletrobrás”, os parlamentares da Assembleia Legislativa debateram a questão no Pequeno Expediente desta quinta-feira, 24.

A proposta da Eletrobrás, juntamente com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), é de que a Companhia Energética de Goiás (Celg) repasse 41% das suas ações e metade das suas cadeiras de gestão para receber o empréstimo de R$ 1,35 bilhão que a Companhia necessita para sair do déficit.

O deputado Daniel Goulart (PSDB) disse concordar com a prudência do Governador, já que a Celg é uma empresa que tem história no desenvolvimento do Estado de Goiás e que, neste momento, o melhor é ter cautela. Mesmo assim, o tucano afirmou que acha imponderável a Eletrobrás ter 41% das ações e querer metade da administração.

”Quando se compra 41% das ações de qualquer empresa, tem-se direito a responder administrativamente a 41% e não a metade, como quer a Eletrobrás. Isso é o PMDB, na figura do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), querendo interferir no Estado, depois de seu partido ter perdido as eleições”, reforçou Goulart.

Luis Cesar Bueno (PT) afirmou que foi correta e democrática a declaração do Governador de querer debater essa questão com a sociedade, mas indagou sobre o que fazer com uma empresa que tem uma dívida de mais de R$ 5 bilhões. “A salvação da Celg é a Eletrobrás”, defendeu.

”Tanto a Eletrobrás quanto a Celg são empresas de mercado, e no mercado, quem entra com o capital maior tem direito a gerir esse capital na administração. Então, nada mais justo que a Eletrobrás ter metade da administração da Celg. O que não pode de maneira alguma, é privatizar a Companhia”, defendeu Luis Cesar.

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