Vanuza Valadares visita Parque da Criança e defende revitalização da área
A presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa de Goiás, deputada Vanuza Valadares (PSC), fez uma visita, na tarde desta quinta-feira, 24, ao Parque da Criança.
Em meio ao matagal, pichações e abandono, o parque vive hoje a ameaça de perder mais território para uma obra pública, o Palácio da Educação. Outras partes da reserva foram usadas para a construção do Fórum e da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás. Atualmente, o Parque da Criança possui uma área de 100 mil metros quadrados.
Nela, funcionam a Feira do Cerrado, o Circo Laheto, os Atletas de Jesus, Fundação Pró-Cerrado, a 37ª Companhia da Polícia Militar, Defesa Civil e a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais. Essas entidades desenvolvem projetos sociais voltados para crianças e adolescentes.
Atendendo pedidos
A visita da deputada deveu-se a um pedido feito pelos representantes das entidades, no intuito de conseguir ajuda do Poder Legislativo do Estado para o problema que o Parque da Criança enfrenta atualmente. No ano de 1991, foi aprovada a Lei 11.603, que tombou o parque como Parque da Criança.
De acordo com o presidente da Feira do Cerrado, Mário Kichese, a área pertence à sociedade e deve ser usada para beneficio público, e não para obras públicas. “É inconstitucional o que estão fazendo com o Parque, pois existe lei que protege a reserva. Aqui virou terra de ninguém”, concluiu Mário.
Vanuza Valadares ressaltou, junto aos representantes, o problema da violência, das drogas e do crime organizado, situações que o Parque da Criança enfrenta atualmente. A deputada explicou, ainda, que os pontos levantados pelos representantes serão levados aos outros parlamentares da Casa para que consigam apoio junto ao Governo do Estado.
“Queremos apoio para a revitalização do Parque da Criança, a fim de que entidades que aqui funcionam possam dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos na reserva. O Parque é lugar de lazer e cultura e não pode ficar abandonado como está”, disse a deputada.