Jardel e Helio de Sousa comentam reajuste no preço de combustíveis
Deputados acreditam que o consumidor será o maior prejudicado com a oscilação de preço do álcool. O litro do combustível voltou a ficar mais caro nos postos de Goiás, atingindo a marca de R$ 1,49. Os incentivos do Governo para o setor, de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o produto de 26% para 20%, devem ser cancelados na segunda-feira, 28, em consequência do aumento nas bombas.
Na prática, a alteração de valores descumpre o acordo firmado com o Governo, em que o álcool deveria ser vendido a R$ 1,39. Os varejistas explicam que alteração é reflexo do aumento dos preços cobrados pela indústria sucroalcooleira do Estado, que passa por período de entressafra.
Para o deputado Jardel Sebba (PSDB), titular da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, a ganância do setor e a falta de diálogo são principais causas de oscilação. "A melhor saída é o diálogo entre usinas, Estado e consumidores. Todo mundo precisa ganhar, não adianta usinas ganharem muito e o Estado ter que subsidiar o produto para que o consumidor não banque tudo sozinho e pague mais caro".
Helio de Sousa (DEM), presidente da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, acredita que os postos de gasolina também são culpados pelo aumento. "O consumidor é sempre o mais prejudicado. Com disparidade dos preços nos postos, o Governo precisa criar uma política determinada de controle (do setor varejista). Não é a indústria (sucroalcooleira) que deveria ser responsabilizada pelo aumento, mas um lobby muito forte que existe em Goiânia".