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Segurança Pública

29 de Setembro de 2009 às 13:38
Instalação de Patronato no Jardim da Luz é discutida em audiência pública. Entidades são contrárias à medida de segurança.

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia, presidida pelo deputado Coronel Queiroz (PTB), realizou durante toda a manhã desta terça-feira, 29, audiência pública sobre a instalação do Patronato no Jardim da Luz. O evento aconteceu no auditório Solon Amaral.

Compuseram a mesa do evento o presidente
da Comissão de Segurança Pública, deputado Coronel Queiroz (PTB); o superintendente do Sistema de Execução Penal (Susepe) e representante do Governo de Goiás na audiência, Edilson Divino de Brito; o juiz corregedor do Tribunal de Justiça de Goiás, Carlos Magno; a representante do Aredes Correia Pires, Diretor Geral da Polícia Civil de Goiás, delegada Nadir Cordeiro; e o representante do Comandante Geral da Polícia Militar de Goiás, Coronel Carlos Antônio Elias, o tenente-coronel Camargo.


O Patronato é órgão do Sistema de Execução Penal com o objetivo de auxiliar o retorno de pessoas que cometeram algum tipo de infração para a sociedade. A Susepe tem como meta implantar esse órgão na região do Setor Jardim da Luz. No entanto, algumas associações de moradores da região não aprovaram esta instalação.

Segundo Coronel Queiroz, o objetivo da audiência foi buscar um consenso sobre a questão. “Sou favorável à instalação do Patronato pela importância de seu papel para os ex-detentos, mas também não podemos jogar isto na comunidade sem seu apoio”, afirmou.

O superintendente do Sistema de Execução Penal (Susepe), Edilson Divino de Brito, afirmou que a resistência da comunidade a qualquer unidade penal é natural e esperada. “Contudo, o Patronato não é uma unidade penal. A instituição oferecerá assistência até que o ex-detento consiga se instalar e se manter. Não abriga, portanto, o criminoso profissional, que foge do acompanhamento do Poder Público”, destacou.

O superintendente acrescentou que o Patronato contribuirá para a redução dos índices de reincidência e, consequentemente, dos índices de criminalidade. O juiz corregedor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ), Carlos Magno, enfatizou que o importante não é o lugar onde o Patronato será instalado, mas a mudança de paradigma representada por sua instalação. “Sairemos de um sistema que visa a vingança para outro que garante a dignidade e a reeducação do egresso do sistema prisional”, enfatizou.

A delegada Nadir Cordeiro e coronel Camargo também defenderam o Patronato. O coronel afirmou ainda que o Jardim da Luz ficará mais seguro, porque ali haverá um maior efetivo policial.

Ao final da audiência, Coronel Queiroz se colocou à disposição das associações de bairro da região para continuar com o debate, incluindo a participação da Secretaria Estadual de Educação.

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