Humberto Aidar diz que não vê prejuízo na quebra de sigilo bancário
O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar (PT), disse que não vê prejuízo na quebra dos sigilos bancário e fiscal dos dois escritórios de advocacia que prestaram serviço para a Celg. De acordo com ele, a comissão poderia convocar os representantes para depor.
"Não vejo como caminho politicamente correto que um dos escritórios afirme que já tenha um mandado de segurança pronto para a quebra de sigilo. Isso não pode nos intimidar. Vejo com preocupação essa posição do escritório de advocacia. Entendo que encontraremos extrema dificuldade em toda matéria que não for a famosa água com áçucar de pedir documentos públicos, de acesso a todos. Temos que abrir gavetas que permanecem fechadas e com a chave nas mãos de único dono', afirmou.
Humberto Aidar afirmou ainda, na reunião da CPI, que acontece neste momento do auditório Solon Amaral, que o Tribunal de Contas do Estado de Goiás possui centenas de processos envolvendo a Celg, mas que até o momento foram encaminhados apenas três. "Entendo que o TCE possa estar encaminhando aos poucos, mas não temos todo esse tempo", afirmou.
O relator disse que a CPI não pode depender exclusivamente de documentos oficiais e públicos, sob pena de não avançar. Humberto Aidar sugeriu que a quebra de sigilo e a busca por documentos que ainda não foram tornados públicos é o melhor caminho a ser seguido nas investigações.
O petista também disse que, ao receber os documentos pelo promotor Fernando Krebs, pediu sua anexação ao acervo processual da CPI com a aquiescência dos demais deputados.
"Tudo o que dissemos já foi debatido pela imprensa em Goiás. Sabemos que algo muito danoso deve ter acontecido nos últimos 25 anos para que a Celg tenha chegado a esta situação. Tenho certeza de que, ao colocar o dedo na ferida, vamos conseguir chegar a resultados. Seremos julgados pela população. Ano que vem terá eleição e a Celg terá grande importância na disputa do ano que vem", afirmou o petista.