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Parque da Criança: resgate social, ambiental e cultural de Goiás

20 de Outubro de 2009 às 11:21
Artigo da deputada Vanuza Valadares (PSC) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 17.10.2009.
* Vanuza Valadares é deputada estadual pelo PSC e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um dos espaços mais importantes de Goiás para projetos culturais e sociais está ameaçado. Trata-se do Parque da Criança. Próximo ao Estádio Serra Dourada, ele abriga atividades como a Feira do Cerrado, Circo Lahetô e Atletas de Jesus. No entanto, este espaço essencial para reforçar a cidadania e orgulho goiano está diminuindo paulatinamente. O espaço sofre com as construções que avançam nos limites do Parque. Os prédios da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) já estão dentro dos limites do Parque. Espaço cedido pelo governo do Estado e, portanto, não há mais volta. Mesmo assim, ainda precisamos lutar contra o avanço de novas obras no local, sempre visado por estar numa área de expansão da capital. Acabar aos poucos com o Parque da Criança é ameaçar um vasto espaço de Cerrado preservado em Goiânia. É atentar contra a tendência mundial de tornar as cidades mais verdes, de preservar o meio ambiente como forma de lutar contra o aquecimento global, que provoca mudanças climáticas drásticas. A nascente do local não pode ser secada, poluída, quando há tantos canais que já não possuem água ideal para o consumo humano. Invadir o espaço do Parque é tolher uma manifestação cultural forte, de preservação da identidade goiana, promovida pela Feira do Cerrado. O caráter dela não é limitado ao comércio, mas agrega também a difusão de características goianas tão ligadas às raízes da população. A venda de conservas de pequi, de licores, de receitas com guariroba (a famosa “gueiroba”) é uma saída para um mundo globalizado que promove homogeneização da cultura e dos saberes. Enfim, do cotidiano. Resgatar o artesanato da Feira é relembrar que fazemos parte de um mundo interligado, porém rico em diferenças.

Além de garantir o espaço, é preciso revitalizá-lo. À frente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa, pude apresentar um requerimento em plenário para que este trabalho seja feito. No entanto, sem a ajuda da população e das pessoas que lá trabalham, a solicitação não anda. É preciso que todos peçam aos governos municipal e estadual que interfiram, que façam convênio ou que procurem a melhor forma de garantir este espaço tão importante à população goiana.

Quem visita hoje o Parque se depara com um cenário de abandono e degradação. Entre os problemas, muros e estruturas pichadas, brinquedos estragados, quadras de esporte em estado precário e lagos secos. O Parque foi criado em 1989, pelo então governador Henrique Santillo. O terreno, portanto, é do governo estadual. Uma das possibilidades para resolver a situação seria a doação da área para o município. Só assim a administração municipal poderia assumir a responsabilidade e efetuar a manutenção e a implantação de infraestrutura no local. Outra possibilidade seria a celebração de um convênio entre as administrações.

O Parque da Criança é necessário para o resgate social, ambiental e cultural de Goiás e, por isso, é de interesse de toda a sociedade goiana. Estamos trabalhando por ele. No entanto, é preciso que toda a população goiana que todas as pessoas que lá trabalham e convivem se mobilizem em prol desse espaço essencial.

 


 

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