Comitê Goiano da Verdade terá lançamento no dia 11
Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, o deputado Mauro Rubem (PT) vai fazer ato de lançamento do Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça. O evento está marcado para o dia 11, às 19 horas, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, à Rua 82, 455, Setor Sul.
Mauro Rubem explica que o objetivo desse comitê é buscar o apoio da população para a aprovação, ainda neste ano, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade. Segundo ele, a criação dessa comissão está entre as prioridades do governo. "Até porque alguns acham que pode ser a porta para buscar a revisão da Lei da Anistia."
O petista adianta que os coordenadores do comitê buscam também apoio de organizações democráticas e populares da sociedade civil organizada, imprensa e de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil - seção de Goiás (OAB-GO), Associação Goiana de Imprensa (AGI), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Comissão Pastoral da Terra (CPT), partidos políticos e entidades estudantis. "Representantes do Comitê estão dialogando também com a bancada goiana no Congresso, deputados estaduais, vereadores, prefeitos e universidades."
Atualmente existem 19 comitês da verdade, chegando a 20 com o de Goiás. Todos os comitês estaduais realizarão uma plenária nacional em Brasília, no final de agosto, como parte da comemoração dos 32 anos da Anistia no Brasil.
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que institui a Comissão da Verdade. A Comissão terá duração de no máximo dois anos e atuará para resgatar a história e a memória relacionadas aos crimes ainda não esclarecidos, cometidos na época das ditaduras civil e militar: torturas, mortes e desaparecimentos, por exemplo.
A Comissão da Verdade poderá requisitar arquivos e documentos e convocar pessoas, mas não terá poder judicializante. Seus membros, escolhidos entre pessoas éticas e probas, serão indicados pela presidente Dilma Roussef.
No total, 479 pessoas foram mortas como resultado de sua atuação política no combate à ditadura. Dessas, 162 permanecem desaparecidas, entre elas 16 que foram militantes no Estado de Goiás.