Autoridades destacam importância de união para o combate ao tráfico de pessoas
Componentes da mesa da Audiência Pública que, na manhã desta quinta-feira, 11, debate o tráfico de mulheres colocam suas opiniões sobre o assunto.
O diretor da Fundação Aroeira, Eugênio Jardim, parabenizou o deputado Mauro Rubem (PT) pela iniciativa. Segundo ele o debate demonstra a preocupação do Legislativo goiano para com as minorias e os menos favorecidos. “A importância deste debate não está nas denúncias que podemos colher, mas sim na possibilidade de constatarmos a realidade e podermos tomar atitudes em benefício daquilo que há de mais valioso no mundo, que é o ser humano”, destacou.
A professora Juliane Guimarães, que na oportunidade representa a professora e pró-reitora de Extensão da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), Márcia Alencar, disse acreditar que a solução para esse tipo de problema social está na união de esforços, de toda sociedade e instituições. “Não vamos resolver os problemas sociais se não articularmos. É preciso arregaçar as mangas em prol de nossa sociedade. Se nada for feito, teremos a cada dia um problema maior do que hoje existe”, alertou.
Neste sentido também colocou sua opinião o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Maurício Alexandre Gebrim. Segundo ele, o CAO foi criado exatamente para tratar de assuntos como o que hoje é debatido. “O CAO do MP veio exatamente para abordar várias áreas que não eram atendidas. São minorias que somadas transformam-se em maioria”, explicou.
Segundo ele a questão do tráfico de mulheres é dificilmente combatido pela dependência financeira que o mesmo causa, tanto na pessoa explorada, quanto em sua família. “Muitas pessoas não colaboram com as investigações, pois a atividade representa, na maioria dos casos, o sustento de famílias inteiras”, disse.
Para Maurício não existe uma fórmula estabelecida para o extermínio deste tipo de mazela. “É um problema que não se resolve da noite para o dia, portanto, se faz necessário a soma dos esforços. E por isso estamos aqui e nos colocamos a disposição”, informou.
A audiência acontece na Sala Solon Amaral da Assembleia e é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Casa, em parceria com o Fórum Goiano de Mulheres e com o Conselho Estadual da Mulher (Conem).