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Juiz explica parceria para implementar a mediação escolar

11 de Agosto de 2011 às 16:10

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa promove, no Auditório Costa Lima, audiência pública com o tema “Mediação Escolar”. O evento é conduzido pelo presidente da Comissão, deputado Frederico Nascimento (PTN). Compõem a mesa o juiz coordenador do “Movimento pela Conciliação” do Tribunal de Justiça de Goiás, Fernando Montefusco; a representante do Conselho Estadual de Educação, professora Maria do Rosário Cassimiro; e a promotora Simone de Sá Campos.

Montefusco explicou o que levou o Poder Judiciário a realizar parceria com a Secretaria de Educação para implementar o projeto “Mediação Escolar”. Segundo o juiz, a ideia de integrar a mediação ao contexto escolar surgiu a partir da reflexão de que é possível melhorar o próprio sistema judiciário a partir da educação da população: “O Poder Judiciário vem reconhecendo que o aumento da demanda pelo nosso trabalho vem o tornando cada vez mais lento. O juiz não vai poder exercer toda essa demanda de trabalhos, assim, a sociedade deve se conscientizar de que uma boa parte dos conflitos que chegam ao Judiciário pode ser resolvida pela própria sociedade”.

A proposta do “Mediação Escolar” é construir uma cultura de paz no ambiente escolar através da conciliação feita por uma mediação. Na conciliação, não há imposição, mas, sim, um consenso, uma solução satisfatória para ambas as partes. O juiz ressaltou que a técnica da conciliação vem crescendo cada vez mais. Em 2010, foram realizadas 33.841, apenas durante a Semana Nacional de Conciliação, com 56,87% dos casos resolvidos com acordos.

O projeto engloba o combate à violência física, verbal e não verbal, buscando atingir atitudes como o bullying, assédios sexuais e consumo de drogas. A mediação é uma técnica em que um terceiro, que não está envolvido com o conflito, tenta encontrar o caminho que os conflitantes precisam trilhar para chegar a um consenso.

Dentre as ações da mediação, estão: promoção de uma comunicação mais aberta, criação de um ambiente mais produtivo para o ensino, redução dos métodos disciplinares, encorajamento dos alunos para a resolução de seus próprios conflitos, e estímulo ao interesse dos alunos pelas questões do respeito pela diversidade, da paz e não da violência.

 

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