Presidente do Conselho Estadual de Educação afirma que Plano Nacional é tímido
O presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Geraldo Santana, participa do fórum de debates que acontece nesta sexta-feira na Assembleia, por iniciativa do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, deputado Frederico Nascimento (PTN).
Geraldo Santana citou versos de Castro Alves sobre a importância dos livros e da Educação e lamentou que as ideias do poeta ainda não são aplicadas no País. "Para exemplificar, apenas um Plano Nacional de Educação no Brasil foi tido como plano de Estado e não de Governo", afirmou.
Segundo o professor, o projeto de lei n° 8.035, que aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 estabelece 20 metas e traz aspectos positivos, como a consagração da criação do Fórum Nacional de Educação como articulador das políticas públicas do setor. Mas ele ressaltou que o projeto de lei 8.035 é muito tímido e não alcança os anseios da sociedade.
"Essa timidez é clara quando analisamos a questão do financiamento da Educação. O projeto prevê a aplicação de 7% do PIB em 2020. Hoje a aplicação é de 5%. Mas planos anteriores já previam estes 7%, portanto não há avanço".
Geraldo Santana disse ainda que o projeto precisa abordar a valorização do professor e buscar a universalização da Educação brasileira para agora e não para 2020. "Este plano não atende os anseios e necessidades da socidade. Precisamos nos mobilizar para a aprovação de um plano que realmente consiga atender estas necessidades", concluiu.