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Piscicultura

12 de Agosto de 2011 às 12:38
Crédito: Marcos Kennedy
Piscicultura
O futuro da Piscicultura em Goiás
Audiência pública, promovida nesta sexta-feira, 12, por Helio de Sousa, revela piscicultura como atividade rentável.

Por iniciativa do deputado Helio de Sousa (DEM), a Assembleia Legislativa realizou, nesta sexta-feira, 12, audiência pública que discutiu sobre o futuro da piscicultura em Goiás. A reunião teve início às 9 horas, no Auditório Solon Amaral da Casa.

Na ocasião, compuseram a mesa, além do deputado, o superintendente federal da Pesca e Aquicultura em Goiás, Domício Vieira da Silva; o diretor técnico e de inspeção da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Crésio Gomes de Morais, representando o governador Marconi Perillo; a superintendente do Ibama, Cristiane Borges; e o gerente de aquicultura e pesca da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), Abrahão Sardinha Barroso.

Segundo Helio de Sousa, a atividade precisa ser implantada de maneira mais concreta e efetiva. “Nosso objetivo, aqui, com a audiência, é despertar a necessidade de ter, na nossa cultura, uma alimentação com peixe, além de despertar no produtor o incentivo para produção”, explica.

O parlamentar destacou que esse é o momento para disseminar a piscicultura e mudar a realidade da atividade no Estado. “Temos a responsabilidade de mudar o status de importador para exportador.

Para Helio, considerando os mananciais de Goiás como Serra da Mesa, um dos maiores do País, Três Ranchos, Lago das Brisas, Lago de Corumbá, entre outros, é necessário melhorar a cultura de peixes e fornecer subsídios para serem implementados no setor.

“Nossa localização geográfica é estratégica. Goiás está situado no Planalto Central, onde estão concentradas as nascentes das principais bacias hidrográficas”, pontua Helio. O democrata acredita que, através dos municípios, lideranças e do Governo Federal, deve-se trabalhar para que Goiás passe a ser fomentador da cultura de peixe.

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, Domício Vieira da Silva, participou da composição da mesa, onde levantou questões de grande relevância para atividade da piscicultura. Ele acredita que, aos poucos, a atividade passa a ter olhos do Poder Público e parabenizou a Assembleia pela iniciativa.

“A piscicultura é uma atividade rentável, mas que está aquém em nosso Estado, ainda. Para se ter uma ideia, 90% dos peixes produzidos aqui vão para fora do Estado”, relata.

Domício explica que isso se deve, entre outros fatores, ao alto preço da ração, falta de mercado interno, e falta de frigorífico. “Enquanto o Governo não criar um plano para a piscicultura no Estado, não haverá maneiras para melhorar e aumentar a produção.”

Entre as soluções apresentadas pelo superintendente para o aumento da produção, está a desburocratização do licenciamento para pequenas áreas, a facilitação do acesso ao crédito para produtores, a criação de seguro agrícola, a facilitação da entrada de frigoríficos no Estado, a capacitação de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (EMATER-GO), e a baixa do preço da ração.

“Temos toda a matéria-prima de ração no Estado. Porque a ração é cara?”, questiona. “A piscicultura é uma atividade rentável e que, se feita corretamente, não tem impacto ambiental”, conclui.

O engenheiro agrônomo da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Rômulo Rodrigues Pinto de Faria, apresentou, durante a audiência pública, palestra sobre a produção de pescado no Estado.

Rômulo informou alguns dados e o trabalho realizado pela pasta. Segundo ele, o Brasil tem aproximadamente 25 mil espécies de peixe. E o fato de Goiás possuir quatro bacias hidrográficas pode ser um problema para a produção de peixes. Mas, em comparação com outros Estados, se encontra bem posicionado quanto à produção.

O engenheiro apontou a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 como grandes eventos capazes de proporcionar expansão na piscicultura, mesmo que Goiânia não seja sede. Dentre as sugestões apresentadas para o desenvolvimento da atividade, está a adequação da merenda escolar. “Além de ser saboroso, o peixe tem alto valor nutritivo”, ressaltou Rômulo.

O piscicultor de Bela Vista, Marcelo Guimarães, acredita que Goiás possui condições favoráveis ao Estado, mas que ainda faltam incentivos. “Goiás está adormecido em relação aos outros Estados. Temos condições de clima, água e solo, mas faltam incentivos para insumos, matéria-prima, logística e transporte. Hoje, meus negócios vão muito bem, construí um patrimônio através da pesca, mas, se houvesse esse tipo de incentivo, a produção poderia ser ainda maior”, explica.

Após as exposições dos componentes da mesa, o autor da iniciativa da audiência, deputado Helio de Sousa, abriu espaço para as considerações finais de cada um. A superintendente do Ibama, Cristiane Borges, lembrou algumas funções do órgão, tais como executar o controle e a fiscalização ambiental e promover a pesquisa, a difusão e o desenvolvimento técnico-científico voltados para a gestão ambiental.

Já o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), Abrahão Sardinha Barroso, apresentou a preocupação em dar o suporte aos produtores do Estado para que possam vender sua produção de forma legal. João Felipe, que, na ocasião, representou o superintendente federal da Pesca e Aquicultura, em Goiás, Domício Vieira da Silva, levantou duas questões que devem ser resolvidas em curto prazo, como a assistência técnica e o licenciamento ambiental.

O diretor técnico e de inspeção da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Crésio Gomes de Morais, leu uma mensagem do Governador para os presentes, reconhecendo a importância da piscicultura para Goiás como fonte geradora de riqueza e trabalho. Crésio informou que a Agrodefesa apresenta mais de 200 técnicos que estarão à disposição dos produtores e sugeriu, ainda, a criação de um comitê gestor dos problemas.

Em seguida, o deputado Helio de Sousa abriu espaço para questionamentos e exposições da comunidade presente.

 

 

 

 

 

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