Coordenador do Morhan pede união para que reivindicações sejam atendidas
O coordenador nacional do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio Sousa, disse durante a abertura da audiência pública que nesta segunda-feira, 15, debate a indenização aos filhos de portadores de Hanseníase internos de Colônia, estar muito contente com o apoio do deputado Wagner Siqueira (PMDB), em trazer para dentro do Legislativo Goiano a discussão sobre o tema.
Segundo Arthur esse respaldo é fundamental para que a população possa tomar conhecimento da história. “O que aconteceu com os portadores e filhos de portadores tem por muito tempo envergonhado estas pessoas. Mas para quem conhece o que realmente aconteceu sabe que a vergonha deve ser da sociedade pelo que foi feito com estas famílias”.
O coordenador apresentou também um histórico do esforço feito para que atualmente os portadores, que passaram por colônias, estejam recebendo a indenização de aproximadamente 700 reais mensais. “O Brasil foi o segundo país do mundo a indenizar pessoas que passaram por colônia. Oito mil pessoas já recebem a indenização, e estamos lutando para os quatro mil que ainda faltam”, informou.
Com base na tese da segregação o Morhan quer agora que os filhos que foram separados de sua família também recebam indenizações. “A tese não é recompensar o sofrimento, esse cada um teve o seu em níveis diferentes. O que buscamos é uma reparação pelo erro que o Estado cometeu em promover a segregação. Uma alienação parental por uma doença que já tinha cura à época”, informou.
“Não temos nada ainda, a não ser a promessa de que vai acontecer, portanto é importante que estejamos unidos nesta causa”, completou o coordenador. A audiência acontece neste momento no Auditório Costa Lima da Assembleia.