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Batalhão escolar apresenta ações para a prevenção de infrações na escola

29 de Agosto de 2011 às 10:50

O comandante do Batalhão Escolar do Polícia Militar do Estado de Goiás, tenente-coronel Wesley Siqueira Borges, participa da solenidade de celebração do convênio Programa Mediação Escolar que acontece na manhã desta segunda-feira, 29, na Assembleia Legislativa. A iniciativa do evento é do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, deputado Frederico Nascimento.

O tenente-coronel fez uma breve apresentação do Batalhão Escolar e, em seguida, passou a palavra para o segundo-sargento da Polícia Militar e componente do Batalhão Escolar João Lucas Ferreira, que apresentou aos presentes a Cartilha do Batalhão Escolar. A cartilha traz informações sobre os órgãos envolvidos na segurança das escolas, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sobre as ações corretas em situações que envolvam crianças e adolescentes e dicas de segurança e telefones úteis.

O segundo-sargento afirmou que a cartilha tem como objetivos disseminar as diretrizes do Batalhão Escolar junto à comunidade para que possam ser firmadas parcerias que garantam a segurança escolar. “A cartilha é baseada na ideia contida no ECA de que é melhor reeducar do que punir criminalmente. Todo o Batalhão Escolar é treinado para lidar com crianças e adolescentes.”

Os casos de indisciplina, conforme explicou João Lucas, são os que ferem as normas da escola. Já atos infracionais são os que contrariam as normas do Código Penal. São chamados de infrações porque são praticados por menores de 18 anos, mas são chamados de crimes quando os autores são maiores de 18 anos. “O ECA não quis chamar de criminosos aqueles que ainda não tem a sua personalidade formada”, explicou.

O bullying também foi uma tema abordado pelo segundo-sargento. Segundo ele, é necessário a realização de um trabalho dentro das escolas para que se perceba os primeiros sinais desse tipo de ação. “O bullying não é descrito como crime em nenhum código, mas todo ato de bullying é criminoso, pois envolve ameaças e atos de violência. Acredito que, neste tema, a mídia é uma grande inimiga, pois há programas que mostram alunos que perseguem os outros sem que ninguém interfira, valorizando o agressor”.

Rede de segurança

Em seguida, a soldado da Polícia Militar Priscila de Freitas Andrade apresentou do Programa da Rede de Apoio à Segurança nas Escolas (Proras), com lançamento oficial previsto para 13 de setembro. Com esse programa, os policiais irão identificar todas as pessoas que exercem alguma atividade comercial ou de prestação de serviços numa área de até 200 metros em torno da escola. Depois de identificados, esses comerciantes receberão capacitação para se tornarem parceiros da comunidade escolar.

“Será formada uma rede interativa, voltada para as escolas, com maior abrangência, para buscar a segurança preventiva e aumentar o número de denúncias. Todas as atividades do Batalhão estão voltadas para a prevenção”, concluiu Priscila de Freitas.

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