Carlos Luz diz que criação da Ebserh é tentativa de melhoria do sistema de saúde
Durante a Audiência Pública que acontece na manhã desta quarta-feira, 31, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, o superintendente de Gerenciamento das Unidades Assistenciais de Saúde, Carlos Luz, fez o contraditório às opiniões negativas sobre a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Luz disse que ao contrário do que foi apontados por alguns participantes da Audiência, que a Ebserh seria uma forma de arrecadar valores para empresas privadas através dos serviços públicos, a nova estrutura é sim uma tentativa do Governo em melhorar o sistema.
O superintendente acredita que a intenção da medida é ampliar e melhorar a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, assim como a prestação, às instituições federais de ensino ou instituições congêneres, de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública.
O professor Reinaldo Assis Pantaleão disse que não concordar com a criação de uma empresa, de administração privada, para administrar os hospitais universitários. “A estatal será uma sociedade anônima com orçamento da União. Mas, como é de direito privado, toda a lógica administrativa se prestará a busca do lucro e da produtividade. Coisa que sempre foi combatida pelos trabalhadores. Hospital trabalha com doença e esta não tem como ser produtiva. O que pode acontecer é termos redução de qualidade e investimentos em pesquisas”, disse.
Para o presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Goiás, Jean Jaques Rodrigues, privatizar esse setor seria o mesmo que assumir o fracasso. “O que está acontecendo e podemos perceber a cada dia é a precarização dos serviços, e privatizar seria o mesmo que jogar a toalha e assumir que o Estado não deu conta e transferiu a responsabilidade para terceiros.”