Petista diz que há contradição entre depoimentos e dados de balanço fiscal
Deputados discutem neste momento o relatório elaborado pelo deputado Doutor Joaquim (PPS) para a CPI que investiga contas do último ano do mandato do ex-governador Alcides Rodrigues (PP). Durante encaminhamento de voto, o deputado Luis Cesar Bueno (PT) afirma que o atual governo coordenou uma "operação desmonte, de demonização da gestão de Alcides".
Segundo o parlamentar, durante a CPI foram feitas acusações sem a apresentação de provas. “As operações financeiras do serviço público são muito mais complexas do que na iniciativa privada. Nenhuma operação financeira na administração pública fica sem documento.”
Bueno afirma ainda que depoimentos foram contraditórios com dados do balanço fiscal de 2010. “E quem encaminhou o balanço fiscal foram os técnicos do governo Marconi Perillo. E lá (no balanço fiscal) está o valor exato do déficit apresentado pelos técnicos do TCE (R$ 566 milhões). Apresentaram um déficit de mais de R$ 2 bilhões, mas não tiveram como justificar. Nestes 120 dias de CPI, pedimos que o ponto central não fossem os depoimentos e sim os documentos. A sociedade já não estava mais acreditando nesta conversa de herança maldita. É por isso que aos poucos foi acontecendo o esvaziamento da CPI”, criticou.
O deputado petista explica que, no voto em separado apresentado pelos deputados de oposição, foi apensado a necessidade de constar como documento principal do relatório da CPI o relatório elaborado pelos técnicos do TCE.
Luis Cesar Bueno afirma que a CPI tem um caráter eminentemente político. “Se a operação da Celg tivesse sido conclusa estes R$ 566 milhões de déficit não existiriam”, sustenta. Salienta ainda que Alcides foi acusado sem ter a oportuniade de se defender.
O parlamentar petista encaminha voto em separado contra o relatório de Joaquim de Castro e a favor do relatório elaborado pelo TCE.