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Escolas bilíngues

09 de Setembro de 2011 às 17:43
Assembleia sediou o Seminário Estadual em Defesa das Escolas Bilíngues para Surdos, nesta sexta-feira, 9. Iniciativa de Frederico Nascimento.

A Assembleia Legislativa sediou na sexta-feira, 9 de setembro, o Seminário Estadual em Defesa das Escolas Bilíngues para Surdos, no Auditório Costa Lima. O evento foi realizado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), em parceria com a Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Assembleia, presidido pelo deputado Frederico Nascimento (PTN).

Além do parlamentar, compuseram a mesa o presidente do Conselho Estadual de Educação, José Geraldo de Santana; o superintendente executivo da Secretaria de Educação, Dalson Borges; o presidente da Associação de Surdos em Goiás, Marcos Vinícius Calixto; a coordenadora do curso de Libras da Universidade Federal de Goiás e líder do movimento no Estado, Thais Fleury Avelar; a professora da UFG e mobilizadora do evento, Renata Rodrigues de Oliveira Garcia; e o representante do deputado federal João Campos, Jorge Lima.

O objetivo do seminário foi expor a necessidade educacional da comunidade surda brasileira e discutir propostas de emendas a serem apresentadas ao ministro da Educação, Fernando Haddad, para inserção no próximo Plano Nacional de Educação (PNE). O seminário aconteceu paralelamente, com o mesmo tema, no mesmo dia e horário, em todos os Estados do Brasil.

“Este seminário também tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a necessidade de existir uma cultura dos estudos bilíngues”, afirmou o deputado Frederico Nascimento. Para o parlamentar, a verdadeira inclusão inicia-se com respeito às diferenças linguísticas e culturais. Ele ressaltou ainda a importância do trabalho dos surdos para o desenvolvimento do País: “A contribuição dos surdos e mudos no mercado de trabalho é enorme, portanto, a inserção deles nas atividades produtivas tem extrema ligação com o desenvolvimento do País.”

Proposta

A comunidade surda defende a proposta de implementação de escolas bilíngues para surdos. Essas escolas se diferenciam do modelo atual, que trabalha com uma perspectiva inclusiva. A mobilizadora do evento, Renata Rodrigues, explica que, “se colocado no sistema de inclusão, o surdo é quem tem que se adaptar. Na proposta bilíngue, o surdo é respeitado na sua língua materna. Em um primeiro momento, a escola inclusiva parece boa, mas ela é apenas uma adaptação, e não dá oportunidade aos surdos de terem sua própria cultura.”

O movimento reclama que alunos que estudam em escolas inclusivas têm migrado para as escolas exclusivas para surdos porque nestas eles não ficam isolados, pois interagem com amigos surdos, participando da cultura surda e construindo a sua própria identidade. “Os surdos possuem uma cultura, dizer que não há uma cultura surda é um crime”, afirma Renata.

Durante o evento, a líder do movimento em favor das escolas bilíngues para surdos em Goiás, Thais Fleury Avelar, frisou a importância do apoio da Assembleia Legislativa à causa: “É importante que a Federação, representada pelos parlamentares, dê atenção às nossas reivindicações e propostas. O movimento se encontra em grande crescimento e muito angustiado por não ter sido ouvido até agora.”

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