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Sem "saidinha de banco"

15 de Setembro de 2011 às 09:14
Deputado Lívio Luciano quer agilizar tramitação de projeto que proíbe uso de celular dentro de agências bancárias, para prevenir crimes.

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa, o deputado Lívio Luciano (PMDB) quer apressar a votação do projeto que proíbe o uso de aparelho celular dentro das agências bancárias.

Se aprovada e virar lei, segundo ele, a iniciativa poderá ser peça fundamental para coibir a ação de bandidos à porta dos bancos. “A raiz do problema é exatamente essa. Ou seja, evitar a comunicação de dentro para fora das agências.”

Lívio Luciano não esconde que a motivação para agilizar a tramitação do projeto foi reforçada com o registro de mais uma vítima dos assaltantes à porta de agência bancária, crime denominado "saidinha de banco". Os jornais diários de hoje noticiam que nessa quarta-feira, 14, no Jardim Goiás, em plena luz do dia, a diarista Maria Lina Tavares Gomes, de 51 anos, foi morta na Avenida Jamel Cecílio, uma das mais movimentadas da capital, após sacar R$ 1.572,00 do Banco Itaú, quase de frente para o Shopping Flamboyant.

“O problema é que os bandidos estão ficando cada vez mais ousados. Antes, eles atuavam à saída dos bancos, agora estão usando motos para seguir as vítimas para praticar o assalto em locais mais afastados, longe da polícia. No mês passado, uma pessoa retirou dinheiro no Setor Coimbra e só foi abordada pelos assaltantes no Jardim Guanabara”, lembra Lívio.

Nas audiências realizadas pela Comissão de Defesa do Consumidor, segundo o parlamentar, ficou claro o apoio da Associação dos Bancos ao projeto, além da própria população.

“O projeto permite ao cliente entrar com o aparelho celular no banco, mas ele não poderá usá-lo, o que evita que alguém faça essa comunicação para fora sempre que houver saque de grande quantia de dinheiro. A população também pode ajudar, evitando saque de altas somas nos caixas bancárias. Quando precisar fazer isso, é bom lembrar, a Polícia Militar pode ser acionada para acompanhar o cliente”, diz Lívio Luciano.

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