Sem "saidinha de banco"
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa, o deputado Lívio Luciano (PMDB) quer apressar a votação do projeto que proíbe o uso de aparelho celular dentro das agências bancárias.
Se aprovada e virar lei, segundo ele, a iniciativa poderá ser peça fundamental para coibir a ação de bandidos à porta dos bancos. “A raiz do problema é exatamente essa. Ou seja, evitar a comunicação de dentro para fora das agências.”
Lívio Luciano não esconde que a motivação para agilizar a tramitação do projeto foi reforçada com o registro de mais uma vítima dos assaltantes à porta de agência bancária, crime denominado "saidinha de banco". Os jornais diários de hoje noticiam que nessa quarta-feira, 14, no Jardim Goiás, em plena luz do dia, a diarista Maria Lina Tavares Gomes, de 51 anos, foi morta na Avenida Jamel Cecílio, uma das mais movimentadas da capital, após sacar R$ 1.572,00 do Banco Itaú, quase de frente para o Shopping Flamboyant.
“O problema é que os bandidos estão ficando cada vez mais ousados. Antes, eles atuavam à saída dos bancos, agora estão usando motos para seguir as vítimas para praticar o assalto em locais mais afastados, longe da polícia. No mês passado, uma pessoa retirou dinheiro no Setor Coimbra e só foi abordada pelos assaltantes no Jardim Guanabara”, lembra Lívio.
Nas audiências realizadas pela Comissão de Defesa do Consumidor, segundo o parlamentar, ficou claro o apoio da Associação dos Bancos ao projeto, além da própria população.
“O projeto permite ao cliente entrar com o aparelho celular no banco, mas ele não poderá usá-lo, o que evita que alguém faça essa comunicação para fora sempre que houver saque de grande quantia de dinheiro. A população também pode ajudar, evitando saque de altas somas nos caixas bancárias. Quando precisar fazer isso, é bom lembrar, a Polícia Militar pode ser acionada para acompanhar o cliente”, diz Lívio Luciano.