Educação
A Assembleia Legislativa sediou, na manhã desta quinta-feira, 15, por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), audiência pública com o tema “Em Defesa da Educação e dos Educadores”, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego).
Compuseram a mesa do evento a presidente do Sintego, Iêda Leal; o superintendente executivo da Secretaria Estadual da Educação e representante do secretário Thiago Peixoto, Dalson Borges Gomes; o vereador de Goiânia, Luciano Pedroso; o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Paulo César Pereira; e o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão.
Anida participaram da mesa a representante da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, Geovana Reis; a coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Racial do Estado de Goiás, Roseane Ramos Silva dos Santos; e o presidente do Conselho Municipal de Educação, Elcivam França. Participaram da audiência ainda professores e representantes de movimentos sociais e de entidades ligadas à área.
O principal ponto da audiência foi a reforma educacional proposta no começo do mês pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), chamada Pacto pela Educação.
Ieda Leal abriu a audiência explicando qual a posição do Sintego sobre o pacto. O pagamento imediato do piso, o respeito ao plano de carreira, a definição de uma proposta pedagógica para o atingimento das metas do pacto, a urgência na aplicação de recursos em investimento na Educação de forma transparente e a retirada da instituição de bônus para professores foram alguns dos pontos que o Sindicato aponta que deveriam estar na proposta.
Em seguida, o superintendente executivo da Secretaria Estadual da Educação, Dalson Borges Gomes, comparou as metas trazidas pelo Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020 e a atual situação do Estado. Algumas metas já foram superadas como a universalização do ensino fundamental, a alfabetização de crianças até os oito anos, a presença de professores em seus quadros com pós-graduação e a eleição dos diretores de escolas. Segundo o superintendente, Goiás possui hoje uma dos melhores planos de carreira para professores a maior rede de apoio à inclusão do País.
Mas há também há pontos em que Goiás ainda não atingiu a meta estabelecida, como, por exemplo, a falta de infraestrutura que garanta a efetividade das escolas de tempo integral e o desempenho do Estado, em comparação como o restante do País, quanto às notas do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A definição de políticas públicas independentes de governos, a necessidade de ampliação dos mecanismos de controle social para garantir a efetividade da aplicação dos recursos, a importância da formação continuada para os profissionais de Educação foram outros pontos abordados na audiência.