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Representante da Faeg discorre sobre monocultura da cana-de-açúcar

20 de Setembro de 2011 às 14:37

Primeiro palestrante do I Seminário sobre a Cana-de-Açúcar e o Desenvolvimento de Goiás, o representante da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz, explicou que apenas alguns municípios goianos concentram a produção da cana-de-açúcar em Goiás.

“A cana-de-açúcar é a segunda cultura mais importante em Goiás. Em nível estadual, não ocorre monocultura de cana, mas em um nível municipal, sim. Entre 2003 e 2007, houve uma expansão de 78% da cana no cerrado, expansão esta que ocorreu sobre áreas de produção agrícola. Só o sul e sudoeste do Estado concentram 75% das usinas goianas”, explicou.

Bartolomeu também afirmou que não apenas a cana, mas todas as demais commodities, contribuíram para o aumento do preço da terra. “Concentramos essas terras em poucas unidades de usinas e deixamos a produção muito concentrada”, disse.

O palestrante acrescentou também que os arrendamentos para as usinas fazem com que o proprietário rural perca o vínculo com a terra, agravando o problema do êxodo rural, o que acarreta sérios problemas sociais.

O representante da Faeg ressaltou ainda a participação da cana na arrecadacão estadual e nos benefícios fiscais. “Somos a favor dos benefícios fiscais, mas desde que beneficiem o produtor rural”, afirmou.

Diversificação

Finalmente, o palestrante procedeu à exibição de dados comparativos referentes às últimas safras goianas de milho, algodão e cana. A última cultura experimentou um crescimento significativo, em detrimento das duas primeiras.
 
“A Faeg tem a cana-de-açúcar como opção de diversificação de culturas na propriedade”, afirmou.  

Em seguida, o palestrante pediu melhoras na relação entre o produtor de cana e indústria. “Falta um programa de incentivos para maior participação do fornecedor de cana na cadeia produtiva no Estado. Há uma discrepância muito grande nos contratos com as diferentes unidades industriais, prazos muito longos dos contratos e problemas recorrentes de inadimplência de algumas usinas com o fornecedor arrendatário”, concluiu.

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