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Representante do Sifaeg defende produção da cana em Goiás

20 de Setembro de 2011 às 15:59

Durante o I Seminário sobre a Cana-de-Açúcar e o Desenvolvimento de Goiás, o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool de Goiás (Sifaeg), André Rocha, falou sobre a expansão da cultura do açúcar e o uso da terra em Goiás.

“A safra brasileira de cana-de-açúcar praticamente dobrou a partir de 2003. Em Goiás, apesar do crescimento de 139 milhões de hectares na área ocupada pela produção da cana, houve um avanço muito maior no número de pastagens no Estado”, ponderou.

“Temos que considerar que existem muitas pastagens em Goiás, e que estas poderão ser ocupadas não apenas pela cana, mas também por soja, milho e demais culturas”, disse, explicando que o impacto da cultura no Estado é, na verdade, acompanhado pelo impacto do crescimento de culturas concorrentes.
 
O palestrante também apresentou o resultado de pesquisa realizada pela Embrapa, que aponta Goiás como o Estado da Federação mais apto a receber investimentos no setor de produção da cana-de-açúcar.

André Rocha falou ainda sobre os ganhos sociais provenientes do desenvolvimento da cultura da cana. “Em Goiás, as terras que experimentaram maior valorização foram aquelas que abrigam a produção da cana-de-açúcar. E os municípios goianos que apresentaram maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foram aqueles onde se verifica a produção da cana-de-açúcar”, disse.

Finalmente, o palestrante falou sobre os empregos gerados pela cultura da cana, e apresentou a evolução das áreas cultivadas em Goiás. “É possível que a cana coexista com as demais culturas de grãos. Vamos crescer em Goiás, o País precisa de alimentos e de energia”, disse.

Impacto

Em seguida, o professor Fritz Roberto de Oliveira, da Universidade Federal de Goiás (UFG), do programa de mestrado em Direito Agrário daquela instituição, falou sobre o papel histórico, socioeconômico e ambiental da cana-de-açúcar. O palestrante representou, na ocasião, a pesquisadora Noeli Vicente Ribeiro.

“O Brasil ainda não é um País preparado para a liderança na produção do etanol”, disse. “O principal imposto que se arrecada com a produção da cana é o ICMS. Há, assim, uma dificuldade muito grande para levar a riqueza aos municípios”, avaliou.

“Há a preferência dos grandes investidores de levar a produção de cana para regiões já desenvolvidas. As pesquisas demonstram que, de 1950 para cá, houve pouca alteração nas regiões que produzem cana. E, se houve um desenvolvimento das regiões Sul e Sudeste do Estado, foi em detrimento de outras culturas”, disse.

O palestrante também disse que Goiás carece de uma legislação que estabeleça uma compensação para o impacto ambiental nas áreas de produção da cana. “A produção de etanol e do açúcar geram um impacto ambiental muito forte. Ainda não há uma política específica de compensação para o impacto da produção da cana nas regiões produtoras”, afirmou.

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