Audiência discute Ipasgo
Antes mesmo do início da audiência, que discute a reestruturação do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), o relator do projeto de lei, deputado Helio de Sousa (DEM), afirmou que as discussões sobre o assunto visam atender as expectativas tanto dos assegurados quanto do próprio Ipasgo.
“Primeiramente, o que se propõe com a audiência de hoje não tem nada a ver com as contribuições. Discutimos a redução do grau de parentesco dos dependentes vinculados ao titular. Fora do grupo familiar, poderão ser inscritos somente filhos maiores e os netos. Na verdade, buscamos mudanças que visam atingir os anseios dos assegurados e do Ipasgo com o melhor projeto possível”, disse Helio de Sousa.
Assim, a regulamentação da permanência e da inscrição de agregados no plano de saúde deve ser a questão mais debatida, uma vez que, atualmente, dos 640 mil usuários inscritos, 340 mil são agregados.
A Audiência Pública acontece no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa.
Ao chegar à Assembleia Legislativa para participar da audiência pública, o presidente do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), José Taveira, concedeu entrevista à imprensa, e abordou os reajustes para os agregados do plano de saúde que começarão a valer a partir de 1° de outubro.
O presidente destacou que o grupo dos agregados apresenta um déficit mensal de R$ 12 milhões e que o Ipasgo não pode conviver com este débito mensalmente. "Com extrema economia, estamos caminhando para zerar esta conta. Esta despesa de R$ 12 milhões, além de anular o superávit de R$ 5 milhões do grupo dos titulares, atrapalha a equalização das contas, que é o nosso objetivo”, disse.
José Taveira explicou o reajuste médio dos agregados é de 61%, podendo chegar a 145% para faixas etárias que representam mais gastos. Segundo ele, foi contratada uma empresa para fazer o cálculo da tabela de reajustes de forma técnica. “Nada foi aleatório”, ressaltou.
“Nós tínhamos duas alternativas: ou reajustar a tabela dos agregados, ou tirá-los do plano. Esta última alternativa seria condenável do ponto de vista humanitário”, disse José Taveira. Questionado sobre a possível debandada de agregados com o aumento da contribuição, o presidente afirmou que não acredita que isto acontecerá, mas, mesmo que aconteça, não prejudicará o Ipasgo, pois, se haverá a diminuição das contribuições, também as despesas serão reduzidas.
Sobre a questão do Governo do Estado dar a administração do Ipasgo para os servidores, José Taveira apenas afirmou que esta é uma promessa de campanha do Governador.
Outro ponto abordado na entrevista foi a qualidade dos serviços do Ipasgo. O presidente contou que está sendo implantado, de forma gradativa para não comprometer o equilíbrio financeiro, uma tabela de reajuste dos prestadores conforme a qualidade dos serviços prestados. “Foram estabelecidos 20 critérios de qualidade, conforme o prestador atingir estes índices, receberá o reajuste”, contou.