Presidente do Ipasgo apresenta dados do Instituto e do projeto de reestruturação
O presidente do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), José Taveira, ao fazer uso da palavra, durante a audiência que debate o projeto de lei da Governadoria que reestrutura o Instituto, procurou fazer um breve relatório sobre sua administração.
Segundo Taveira, quando assumiu a presidência do Ipasgo, o desafio era sanear as contas do Instituto em 18 meses. “Tínhamos conhecimento de uma dívida de 304 milhões de reais, mas que na verdade, quando aprofundado estudo, chegou-se a um valor de 350 milhões”, informou.
Além disso, segundo o presidente, a receita do Instituto, na ordem de 60 milhões , era 6 vezes menor que as despesas. “Este déficit existia pelo descompasso entre o gasto e a receita gerados com agregados”, disse José Taveira.
De acordo com dados informados pelo presidente do Ipasgo, atualmente existem 640 mil segurados. Destes 340 mil são agregados que geram um déficit de 12 milhões de reais. Os demais 300 mil segurados, geram superávit de 5 milhões de reais. “Com isso em vista, iniciamos um processo de reestruturação e propomos a aplicação de um reajuste, aos agregados, no intuito de equilibrar o déficit gerado por eles”.
Além disso, José Taveira apontou outras medidas que tornaram possível, segundo ele, a diminuição dos gastos e o acerto de contas com prestadores. “Havia excesso de consultas no Ipasgo, e por isso regulamentamos a oito consultas eletivas por ano. Com isso conseguimos reduzir de 156 mil para 96 mil consultas, gerando uma economia de mais de 2 milhões de reais. A medida reduziu também a realização de 180 mil exames, o que representou mais 3 milhões de reais que deixaram de ser gastos. E finalmente implantamos um maior controle sobre as unidades prestadoras gerando uma redução de mais 12 milhões de reais nas despesas”, pontuou José Taveira.
Com isso, de acordo com o presidente do Ipasgo, o projeto em pauta possui a característica estruturante, que preza pela pontualidade nos pagamentos à prestadores e a limitação da população de agragados. “Estes pontos são fundamentais para que exista o equilíbrio nas finanças e a partir daí possamos modernizar o Instituto, melhorar e humanizar o atendimento, ampliar a presença no interior, e elevar a remuneração dos prestadores”, finalizou José Taveira.
A audiência está sendo realizada, na manhã desta terça-feira, 27, no Auditório Costa Lima da Assembleia. A iniciativa é do deputado Helio de Sousa (DEM).