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Audiência discutiu projeto de reestruturação da UEG

28 de Setembro de 2011 às 17:20

A Assembleia Legislativa realizou, nesta quarta-feira, 28 de setembro, audiência pública para discutir as propostas de reestruturação e o decreto que altera o estatuto da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O evento foi convocado pelo deputado Francisco Gedda (PTN) e pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Goiás, a Adueg.

Segundo o presidente da Associação de Diretores da UEG, José Maria de Sousa, o objetivo dos representantes da UEG presentes no evento foi discutir os ganhos e as perdas possíveis com as propostas do Governo. “Queremos abrir o diálogo com o Governo, com a Assembleia Legislativa e com a comunidade”, afirmou.

Durante a audiência, Gedda ressaltou que o evento não tinha viés político. Segundo ele, “os docentes, servidores e estudantes presentes não estão aqui para fazer bagunça. Eles realmente estão preocupados com a situação da UEG”.

Além de Francisco Gedda, compuseram a mesa os parlamentares Daniel Vilela e Lívio Luciano, ambos do PMDB; o presidente da Adueg, Emerson de Oliveira; a representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, Teresinha Barbosa Bernardes; o representante do reitor Luis Antônio Arantes e diretor da UEG de Quirinópolis, Gilberto Celestino; e o vice-presidente do DCE-UEG, Frank Boniek.

Reestruturação

Na última quinta-feira, 22 de setembro, o secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, e a presidente da Comissão de Estudos sobre a Universidade Estadual de Goiás, Eliana França, apresentaram, ao Conselho Estadual de Educação (CEE), relatório com a proposta de reestruturação para a instituição de ensino superior. 

O relatório foi elaborado durante cinco meses, por membros das Secretarias da Casa Civil, Ciência e Tecnologia, do Conselho de Educação, e da própria UEG. Segundo o Conselho, o relatório foi realizado tendo como objetivo o fortalecimento da autonomia da universidade.

Quanto às mudanças do Estatuto da Universidade, os manifestantes reivindicam que elas ferem o Artigo 207 da Constituição Federal, o Artigo 56 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e o Artigo 61 da Constituição Estadual. Eles não concordam também com a proposta de revisão da política de extensão da Universidade. As mudanças incluem a extinção de seis cursos (Pedagogia, em Crixás, Itaberaí e Luziânia; História e Letras, em Jussara; e Tecnologia em Redes de Computadores, em Trindade) e a transferência de outros 24. A nova estrutura só passa a valer após a formação do último aluno.

O presidente da Adueg, Emerson de Oliveira, criticou a ideia do plano de transferir alguns cursos. “Quando se propõe que um curso seja transferido para outra cidade onde ele já é ministrado, está-se, na verdade, fechando o curso. Seria transferência se ele não existisse na cidade de destino”, contesta.

Atualmente, a UEG possui 42 unidades, seis polos universitários e uma extensão universitária, estando presente em 49 municípios de Goiás. A instituição tem 20.802 alunos, 2.494 professores e 1.440 servidores. A instituição foi considerada, pelo ranking de ensino superior do Ministério da Educação, uma das cinco piores universidades do País.

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