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Uso de drogas é a maior preocupação dos conselhos tutelares do sul do Estado

30 de Setembro de 2011 às 17:56

De acordo com os conselheiros tutelares da região Sul do Estado, reunidos em audiência pública no município de Morrinhos, na tarde desta quinta-feira, 29, o maior índice de denúncias que chegam aos conselhos está relacionado ao uso de drogas por menores. O debate, promovido pela Comissão da Criança e do Adolescente, aconteceu no auditório da Câmara Municipal e faz parte de uma série que está sendo realizada em todo o Estado, com o objetivo de aperfeiçoar o atendimento dos conselhos à sociedade.

A audiência reuniu lideranças políticas e representantes dos conselhos tutelares dos seguintes municípios  do Sul goiano: Água Limpa, Aloândia, Bom Jesus, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Castelândia, Cromínia, Edealina, Edéia, Goiatuba, Inaciolândia, Itumbiara, Joviânia, Mairipotaba, Maurilândia, Morrinhos, Panamá, Piracanjuba, Pontalina, Porteirão, Professor Jamil, Tuverlândia e Vicentinópolis.

O presidente da Comissão, deputado Carlos Antônio (PSC), debateu com os participantes sobre as deficiências dos conselhos tutelares, e colheu reivindicações de cada município. Os dados coletados em questionário preenchido pelos conselheiros servirão para a criação de temas a serem discutidos no Congresso Anual dos Conselheiros Tutelares, que será realizado em Goiânia, no dia 18 de novembro.

Além de averiguar deficiências relacionadas à infraestrutura de cada conselho tutelar, outro objetivo é levantar  o número de ocorrências contra os direitos dos menores, para que se possa facilitar e melhorar o atendimento desses casos. Entre os problemas detectados estão as drogas, a evasão escolar, o abuso sexual, o abandono e a exploração do trabalho infantil.

Em relação às condições de funcionamento, muitos conselhos tutelares sofrem com a falta de sede própria, de veículos, de telefonia móvel e até mesmo de atendimento psicológico. Este é um padrão detectado em todas as regiões do Estado de Goiás.

O deputado Carlos Antônio afirmou que o fundo reservado a cada conselho tutelar dos municípios do Estado deve ser gerido pelos próprios conselhos e não pelas prefeituras. De acordo com o parlamentar, em muitos casos, as prefeituras fazem uso dos recursos provenientes desses fundos para outros fins.

"Se eu fosse prefeito, com certeza, o maior investimento da minha gestão seria no conselho tutelar do meu município", declarou o parlamentar. Segundo ele, a Assembleia Legislativa não pretende enfrentar as prefeituras, e, sim, mediar o diálogo dos conselhos com as mesmas, buscando soluções e melhorias para o funcionamento dessas instituições de apoio ao menor.

"Na Comissão da Criança e Adolescente, vocês têm o apoio que precisam. Vocês não têm ideia do poder de uma Comissão da Assembleia. Ela pode, primeiro, convidar e, se necessário, convocar autoridades para dar explicações", informou.

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