Encontro da União de Parlamentares defende consolidação do Mercosul
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás promoveu, nesta segunda-feira, 3 de outubro, no Auditório Solon Amaral, reunião ordinária dos deputados do bloco brasileiro da União de Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul (UPM). O encontro aconteceu durante a manhã e tarde de hoje, por iniciativa do deputado Lincoln Tejota (PTdoB).
A primeira parte do encontro, realizada na parte da manhã, teve pauta composta pela abertura e pronunciamentos dos membros presentes, apresentação da Carta de Buenos Aires e discussão sobre a mesma, barreiras impostas pela Argentina sobre as exportações brasileiras, licenças automáticas, e inclusão do Parlamento do Mercosul nas medidas preventivas à febre aftosa.
Além de Lincoln Tejota, compuseram a mesa o presidente do Bloco Brasileiro da UPM, deputado Miki Breier (PSB/RS); a 1ª tesoureira da UPM, deputada estadual Liza Prado (PSB/MG); o 1º secretário da UPM, deputado estadual Francisco Sousa (PSC/AM); e o diretor de Articulação Política da UPM, Flávio Monteiro.
A segunda parte do encontro, ocorrida durante a tarde, tratou da representação brasileira no Fórum de Parlamentos Regionais do Parlamento do Mercosul e os critérios de distribuição por regiões; do agronegócio no âmbito do Mercosul; e outros assuntos gerais.
A mesa foi composta pelo presidente do bloco brasileiro da UPM, deputado Miki Breier (PSB/RS); o presidente da Secretaria de Turismo da UPM e vice-presidente da Comissão de Juventude da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), deputado Lincoln Tejota; o secretário executivo e diretor de articulação política, Flávio Monteiro; o secretário-geral, deputado Francisco de Sousa (PSC/AM); e a 1ª tesoureira, Liza Prado (PSB/MG).
O encontro teve ainda as participações dos deputados Carlos Antônio (PSC) e Major Araújo (PRB). “Os parlamentares estaduais precisam se fortalecer na UPM. Temos Estados mais ricos que muitos Países”, afirmou Major Araújo.
Discussões
Autor da iniciativa, o deputado Lincoln Tejota afirmou que, no encontro, foram discutidos temas importantes para o Estado de Goiás, como o agronegócio e a febre aftosa. Segundo ele, os problemas enfrentados por países vizinhos e Estados fronteiriços acabam afetando a pecuária goiana, mesmo sem a existência de focos da doença no Estado. “O Brasil adota medidas que não são adotadas por outros países, e isso acaba nos prejudicando”, explicou.
O parlamentar argumenta que Goiás tem de pensar sua economia de forma ampla, não só em relação ao Brasil, mas também a outros países. “A única forma de o nosso Estado crescer é com a integração”, afirmou. Por isso, destacou a importância das viagens que têm sido realizadas por Marconi Perillo. “Não são apenas viagens. São missões pelas quais o Governador vai vender nossos produtos e trazer investimentos para o Estado”, disse.
Outro ponto importante discutido foram os entraves nas relações comerciais entre Argentina e Brasil, desencadeados no processo de liberação de licenças de importação. Segundo Tejota, o protecionismo tem colocado o País em desvantagem com o seu vizinho. “Importamos de 60 a 70 produtos deles e exportamos 200”, esclarece. Tejota pensa o Mercosul como o bloco formado pela União Europeia, onde é livre a circulação de pessoas, produtos e serviços. “Para a criação do bloco, é preciso abrir mão do protecionismo”.
Lincoln Tejota participou, em junho, na Argentina, de importante reunião da UPM, a qual originou a Carta de Buenos Aires. O documento destaca a importância do Mercosul e as metas de atuação da UPM, visando dirimir as diferenças regionais e garantir o desenvolvimento do bloco sul-americano.
Na reunião desta segunda-feira, ele destacou ainda que é importante que o Brasil invista em turismo, para gerar emprego e riqueza.
Carta de Bueno Aires
A Carta de Buenos Aires, redigida em junho deste ano, destaca que as economias dos países que compõem o Mercosul têm realidades diferentes, e que é preciso pensar o Mercosul a longo prazo e de maneira que beneficie todos os países-membros. Dentro desse contexto e diante da ameaça internacional caracterizada pela China e outros países asiáticos ao Mercosul, os legisladores da UPM decidiram, nesse documento:
I- Como legítimos representantes regionais e profundos conhecedores das realidades locais, buscarmos junto às autoridades nacionais o cumprimento do estabelecido nos tratados de criação do Mercado Comum;
II- Atuar fortemente no sentido de mobilizar a sociedade, por intermédio de suas lideranças políticas, econômicas e empresariais, para que tenhamos um Mercosul forte, com economias consolidadas e sem ameaças de crises sociais, provocadas pelo desemprego; e
III- Cobrar do Parlamento do Mercosul posicionamentos mais efetivos diante da crise estabelecida e ações de seus membros, na qualidade de legisladores nacionais, junto às autoridades econômicas de seus países, para a consolidação do Mercado Comum do Sul.