Francisco Gedda critica projeto do Governo que institui PDV na Agetop
Durante a sessão extraordinária desta terça-feira, 4, no momento de votação de matérias, o deputado Francisco Gedda (PTN) se posicionou contrariamente ao projeto nº 3.708, de autoria da Governadoria do Estado, que institui o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregos públicos da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
Na justificativa, a Agetop alega necessidade de implementação de meios hábeis que diminuam o déficit das contas públicas, adequação dos gastos com pessoal aos limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da extinção de várias regionais da agência.
"Não tem cabimento um ato tão desumano como este. São pessoas que trabalharam 20, 22 anos em sua cidade. E o Governo quer que essas pessoas assinem um PDV", disse Gedda.
"O grande problema é que as pessoas com mais de 60 anos e ganham um salário mínimo não terão condições de vir a Goiânia e bater ponto na Agetop", completou.
Terceirizações
O deputado Luis Cesar Bueno (PT) aproveitou a ocasião para também criticar o plano de demissão voluntária destinado ao funcionalismo da Agetop. "A Agetop publicou, na semana passada, uma licitação, em que estaria terceirizando o serviço de asfalto. Ou seja, já existe um processo de terceirização das obras", denunciou.
"É uma incoerência muito grande: fazer um plano de demissão voluntária e terceirizar serviços como o de medição de obras. Fiscalização é uma atividade exclusiva dos Estado. Quero manifestar aqui o meu voto contrário ao PDV: existe uma febre de terceirização e de privatização para transferir os serviços públicos para a iniciativa privada", ponderou.
O deputado Wagner Siqueira (PMDB) também fez coro aos seus pares.