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Reestruturação da UEG

05 de Outubro de 2011 às 11:32
Deputados Francisco Gedda e Lívio Luciano debatem as mudanças na UEG no Programa Opinião, desta terça-feira, 5, na TV Assembleia.

Para debater sobre o plano elaborado pelas Secretarias Estaduais de Planejamento e de Ciência e Tecnologia para reestruturar a Universidade Estadual de Goiás (UEG), o programa Opinião, da TV Assembleia, recebeu, na manhã desta quarta-feira, 5, os deputados Francisco Gedda (PTN) e Lívio Luciano (PMDB).

O programa vai ao ar nesta quarta-feira, às 19 horas, pelo canal 8 da Net e pelo site da Assembleia.

Os parlamentares fizeram um balanço da audiência pública realizada na Casa sobre o assunto, no dia 29 de setembro, e ressaltaram a participação efetiva dos alunos e professores.

“Não foi um evento político. Vieram quase 700 pessoas, manifestando um descontentamento geral e interesse em abrir um diálogo com o Governo. Vários órgãos foram convidados, mas apenas o Ministério Público justificou sua ausência”, disse Gedda.

O parlamentar destacou, em vários momentos durante a discussão, que o Governo deve procurar um entendimento juntamente com o corpo docente, diretores e estudantes da universidade.

“Sempre parabenizei o Governo pela criação da UEG, mas não podemos concordar com a sua intervenção política. Vejo que o Estado quer tirar a autonomia da universidade. A medida que está sendo tomada é unilateral. Quando se percebe que estão todos contra, é porque algo de errado está acontecendo”, disse Gedda.

O deputado Lívio Luciano citou o Artigo 53 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelece que, no exercício da sua autonomia, é assegurada às universidades elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em consonância com as normas gerais.

“O Governo está violentando a UEG, promovendo uma discussão caolha e de forma arbitrária. Quem, na verdade, deveria definir seu destino, é a própria universidade. Toda essa situação está rasgando a LDB”, afirmou Lívio.

Cursos

Quanto à ideia do plano de transferir alguns cursos, Francisco Gedda ressaltou a possibilidade de extinção de alguns que são essenciais para a formação de professores. “Há uma proposta de extinção dos cursos de Pedagogia, Letras e História. Sabemos que a deficiência na rede de Educação no Estado é de sete mil professores. Extinguindo esses cursos, como teremos mais professores?”, questionou o deputado.

Lívio também destacou algumas incoerências. “Há cidades que possuem três hotéis, mas contam com o curso de Turismo. São cursos criados totalmente sem critérios, atendendo a diretrizes políticas”, concluiu Lívio.

Atualmente, a UEG possui 42 unidades, seis polos universitários e uma extensão universitária, estando presente em 49 municípios de Goiás. A instituição tem 20.802 alunos, 2.494 professores e 1.440 servidores. A UEG foi considerada, pelo ranking de ensino superior do Ministério da Educação, uma das cinco piores universidades do País.

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