Mãe quer resposta sobre filha desaparecida há dois anos e três meses
A Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa está realizando na manhã desta quinta-feira, 20, audiência pública no Auditório Solon Amaral. No evento estão sendo apresentadas as ações do Governo de Goiás diante das propostas feitas pela Comissão Especial de Defesa da Cidadania e pela própria Comissão de Direitos Humanos da Casa sobre casos de desaparecimentos de pessoas após abordagem policial.
A professora Edilamar Rosário da Silva Oliveira, 45, conta que há dois anos e três meses peregrina atrás de autoridades competentes das polícias em busca de notícias de sua filha, Maira Oliveira, que desapareceu em Goiânia no dia 3 de julho de 2009. A moça cursava o quinto período de Enfermagem na Unip, na Capital.
Edilamar frisou que já entrou com processo na Justiça, para saber uma resposta sobre o que aconteceu com sua filha. Afirmou que a última pessoa que esteve com Maira foi o namorado da moça, Tiago Luiz Tavares de Sousa, que é soldado na Academia de Polícia Militar.
Edilamar Oliveira disse que está confiante no trabalho que o deputado Mauro Rubem (PT) vem desempenhando, através da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa. “Já percorri todas as delegacias, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal, mas estou confiante de que o deputado Mauro Rubem vai me ajudar.”
A professora, que reside em Nova Glória, acredita em envolvimento do soldado Tiago Tavares no desaparecimento de sua filha. “Ele reconhece que é o pai do filho que minha filha esperava e foi o último a estar com ela, mas se recusa a me ajudar a encontrá-la”, ressaltou.
Com a deflagração da Operação Sexto Mandamento, em fevereiro deste ano, que ocasionou a prisão de policiais militares suspeitos de participação em grupos de extermínio, os casos de desaparecimentos após abordagem policial vieram à tona e houve a criação da Comissão Especial de Defesa da Cidadania.
Desde então, a nova comissão e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia têm analisado e investigado 36 desaparecimentos na última década a fim de elaborar um relatório conclusivo quanto às investigações dos casos no Estado.
De acordo com o deputado Mauro Rubem (PT), essa ação é fundamental para garantir que os desaparecimentos não fiquem impunes nem continuem ocorrendo.