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Aberta audiência sobre casos de desaparecimentos após abordagem policial

20 de Outubro de 2011 às 09:30

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, o deputado Mauro Rubem (PT) abriu a audiência pública na manhã desta quinta-feira, 20, sobre casos de desaparecimentos de pessoas após abordagem policial.

A mesa do evento é composta, além do parlamentar, pela superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, Adriana Accorsi; o superintendente da Polícia Federal em Goiás, Joaquim Mesquita; pelo coordenador de projetos da Casa da Juventude e presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Eduardo Mota; pelo representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, Alexandre Prudente Marques; e pelo representante da Defensoria Pública da União em Goiás, Adriano Cristian.

Ao abrir a audiência, o deputado declarou a sua frustração e preocupação com a ausência do Governador do Estado ou de quem o representasse e também de representantes do Governo Federal ou do Ministério da Justiça.

O parlamentar ressaltou que sua grande preocupação é que não há atualmente nenhuma garantia de que casos de desaparecimentos provocados por policiais não voltarão a acontecer. “Não vamos nos calar. Vamos lutar para termos em nosso Estado segurança pública em sua integralidade.”

O deputado elogiou a atuação dos órgãos ligados aos direitos humanos. “Há muita gente que luta por esta causa.”

Vítima

Após o seu discurso, Mauro Rubem abriu espaço para que os familiares dos desaparecidos pudessem se manifestar. O primeiro a falar foi Aderaldo, pai de Warley Mota Santos. Ele falou de sua indignação com a ausência do representante do Governador e dos demais deputados estaduais.

Aderaldo ainda criticou atitudes da polícia e das autoridades de Aparecida de Goiânia que, segundo ele, não se preocupam em investigar corretamente os casos em que estejam envolvidas pessoas com pouca condição financeira. “Até hoje ninguém me apresentou uma prova de que meu filho estivesse envolvido em algo errado. Estamos vivendo em uma ditadura. A democracia só existe para quem tem dinheiro.”

Ele ainda solicitou a ajuda das autoridades presentes. “Quero enterrar pelo menos um dedo do meu filho”, pediu.

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