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Médica veterinária apresenta medidas preventivas contra a leishmaniose visceral

09 de Novembro de 2011 às 10:40

Durante a audiência pública que acontece na manhã desta quarta-feira, 9, sobre leishmaniose visceral, a médica veterinária e técnica em zoonose da Secretaria Estadual de Saúde, Veruska Castilho, ressaltou que a doença é bastante complexa e informou algumas medidas preventivas.

“A leishmaniose existe em Goiânia e isso foi comprovado por diagnóstico laboral, mas não há pessoas infectadas. É uma doença grave que pode levar à morte se não tratada adequadamente. O principal desafio é o cão doméstico. Nosso maior objetivo é impedir a gravidade, que é mais acentuada nos jovens”, disse Veruska.

Segundo a médica veterinária, as medidas preventivas que as pessoas devem tomar com os cães compreendem um controle da população canina errante, posse responsável de animais, uso de telas em canis individuais ou coletivos, coleiras impregnadas com o inseticida deltametrina a 4% e inquéritos sorológicos.

Veruska informou que as vacinas ainda não são recomendadas para uso na saúde pública, pois precisam passar por uma série de estudos, já que a análise desses imunizantes ainda não conseguem responder questões como se o cão vacinado está protegido contra a infecção, se pode ocorrer um mascaramento da doença e se os testes diagnósticos são capazes de discriminar o cão vacinado do imunizado.

“Hoje os estudos não demonstram evidências adequadas e suficientes que comprovem o atendimento das exigências da vacina. Portanto, não é possível avaliar a magnitude dos riscos ao qual está submetida a população humana convivendo com os cães vacinados”, ressaltou a médica veterinária.

Tratamento


De acordo com a representante do Estado, durante reuniões com vários representantes de diferentes instituições de zoonose, chegou-se à conclusão que não se deve tratar o animal acometido de leishmaniose.

“Concluíram que os cães assintomáticos, ou seja, que aparentemente não têm a doença, permanecem como fontes de infecção para o vetor e também são responsáveis pela expansão da doença. Há também extrema dificuldade de realização de tratamento e acompanhamento a longo prazo e não existem medidas de eficácia comprovada que garantam a não infectividade do cão em tratamento”, disse Veruska Castilho.

Quanto às medidas preventivas e de controle dirigidas à população humana, Veruska elencou algumas: não se expor nos horários de maior atividade do vetor (crepúsculo e noite), medidas de proteção individual (uso de repelente, mosqueteiros e telas em janelas) e educação em saúde.

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