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Educação profissionalizante

10 de Novembro de 2011 às 11:46
Crédito: Y. Maeda
Educação profissionalizante
Audiência pública
Audiência proposta por Hildo do Candango e realizada na manhã desta quinta-feira, 10, pôs em foco problemas e soluções para o setor.

A Assembleia Legislativa realizou na manhã desta quinta-feira, 10, a audiência pública “Educação Profissionalizante, missão do Centro de Educação Profissionalizante - CEP”. O evento foi proposto pela Comissão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, presidida pelo deputado Hildo do Candango (PTB).

Assuntos como a realização de concurso, a adequação dos contratos temporários, além dos problemas estruturais e da criação de cursos que atendam a área de construção civil foram debatidos na audiência.

Além do parlamentar, fizeram parte da mesa de debates a chefe de gabinete de gestão de capacitação e formação tecnológica da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), Soraia Paranhos; a diretora do Centro de Educação Profissional Sebastião Siqueira, Elizabeth Cristina Souza da Silva; o presidente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon), Justo de Oliveira D’Abreu Cordeiro; e o diretor de educação e tecnologia do Sesi/Senai–Goiás, professor Manoel Pereira da Costa, que representou o Conselho Estadual de Educação.

Expansão


O deputado Hildo do Candango expôs sua preocupação em expandir a rede para a Região do Entorno.“Quando propus essa discussão foi sabendo da necessidade de qualificação do Estado, principalmente do Entorno. Sabemos que os CEPs tem esse potencial e que hoje o Estado tem interesse em ampliar essa rede.”

O parlamentar também fez um balanço da visita realizada ao Centro de Educação Profissional Sebastião Siqueira (CEPSS) na terça-feira, 8. “Existe uma estrutura muito boa, tanto física quanto profissional”, comentou.

O CEPSS é uma instituição pública do Estado de Goiás, vinculada à Sectec com o objetivo de oferecer educação profissional de qualidade, nas modalidades presencial e a distância, e incentivar a pesquisa, objetivando a valorização do ser humano e seu ingresso no mercado de trabalho.

Segundo a chefe de gabinete de gestão de capacitação e formação tecnológica da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), Soraia Paranhos, o principal desafio hoje da educação profissionalizante são os contratos temporários dos servidores.

“Uma situação documentada e preocupante é que dos 1.400 servidores envolvidos na educação profissionalizante, 80% são por contratos temporários. Precisamos procurar alternativas para esse desafio a fim de fortalecer a educação, que também é muito importante para o desenvolvimento do Estado”, disse Soraia.

A diretora do CEPSS, Elizabeth Cristina, também abordou como grande desafio a necessidade de um quadro de professores que não seja temporário. Ela explicou que após o processo seletivo do docente, há orientação e preparação dos professores para lecionarem, e quando eles estão adaptados com a metodologia do Centro, o prazo do contrato temporário expira. "Com isso, é necessário contratar outro professor e submetê-lo ao mesmo processo novamente, o que influencia no aprendizado do aluno."

Para o diretor de educação e tecnologia do Sesi/Senai – Goiás, Manoel Pereira da Costa, deve-se trabalhar no desenvolvimento de políticas públicas direcionadas para a área educacional. “Se tivermos políticas públicas, a educação profissional não será de base como acontecem vários Estados.”

Para ele, a educação profissional tem função social e deve assumir o papel de garantir o desenvolvimento econômico do Estado. O diretor enfatizou que as escolas precisam preparar estudantes para trabalhos que ainda não existem e para tecnologias que ainda não foram usadas.

Já o presidente do Sinduscon, Justo de Oliveira D’Abreu Cordeiro, ressaltou o aumento da demanda no setor de construção civil e a dificuldade de encontrar profissionais qualificados. “Estamos vivendo, atualmente, na construção civil, a maior demanda de oferta e procura. Precisamos de profissionais qualificados. Eles precisam de instrução teórica, é difícil colocar pessoas nas salas de aula para tratar de construção civil.”

Diretores e professores de diversos CEPs, e demais representantes do setor levantaram alguns pontos aos integrantes da mesa, como questões relacionadas à aposentadoria, a necessidade de investimentos, a criação de planos de cargos e remuneração, aposentadoria e a valorização do profissional.

Em resposta às colocações feitas, Soraia defendeu a qualificação dos professores. “O aprimoramento é necessário para a educação profissional. Nosso concurso para a formação do quadro efetivo é uma prioridade”, disse a chefe de gabinete.

Soraia informou que a rede será ampliada através de 5.600 vagas que serão criadas em 16 municípios pela Sectec, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação. Os cursos são técnicos em: multimeios didáticos, informática, logística, hospedagem, administração e secretariado.

E as cidades contempladas compreendem: Anápolis, Goiânia, Goianésia, Ceres, Catalão, Porangatu, Aparecida de Goiânia, Formosa, Iporá, Jataí, Luziânia, Posse, Uruaçu, Pirenópolis, Rio Verde e Morrinhos.

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