Audiência pública em Rio Verde discute crise de abastecimento de água
Nenhuma data para conclusão de obras de esgotamento e saneamento, em Rio Verde, conforme especificada no Termo de Ajuste de Conduta, assinado por representante do Ministério Público, da Saneago e da prefeitura de Rio Verde, foi cumprida no município. A afirmação foi feita pelo deputado Karlos Cabral (PT), na audiência pública que promoveu em Rio Verde, através da Comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembleia Legislativa, presidida por ele, para discutir os serviços prestados pela Saneago no município.
Karlos Cabral preside a mesa dos trabalhos, composta ainda pelo vereador José Henrique, representante da Câmara de Rio Verde, e Washington Fraga, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria em Goiás, que congrega a maioria dos servidores da Saneago.
O plenário da Câmara de Rio Verde se transformasse num espaço democrático de participação do povo da cidade nas discussões sobre o esgoto e fornecimento de água no município. Além do vereador José Henrique (PMDB) e do diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Saneago, Washington Fraga, mais de uma dezena de populares fizeram uso da palavra.
Karlos Cabral fez questão de agradecer a participação dos funcionários da Saneago em Rio Verde, bem como a todos os representantes de associações de bairros e de classe que se fizeram presentes, que, segundo ele, contribuíram para o sucesso do evento. “Anotamos todas as colocações e denúncias feitas e vamos utilizar de toda nossa força de deputado estadual, para cobrar da Saneago uma postura clara diante de todas as reclamações feitas nessa audiência pública”, ressaltou Karlos Cabral. O deputado disse que vai se utilizar de sua prerrogativa para fazer valer o direito do cidadão, especialmente através de novas leis. Adiantou também que vai lutar para que o cidadão rioverdense possa se manifestar com liberdade.
Opiniões
Participantes da audiências apontaram as razões dos problemas enfrentados pelo município, relativo ao abastecimento de água. O professor de saneamento do Instituto Federal Goiano, Bruno Saleh, que participou da audiência, disse que a falta de água em Rio Verde, hoje, é uma realidade. Bruno Saleh acredita que uma das principais causas desta deficiência, é o crescimento populacional e habitacional, que, segundo ele, é acima da média no município.
Maria Lúcia Gomes, presidente da Associação de Moradores da Vila Mariana, confirmou a falta de água no bairro dela. Já o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Klener Rocha disse que a bacia hidrográfica do município é grande, mas faltam políticas públicas para levar água até a população.
Representando os servidores da Saneago, Washington Fraga alertou para o perigo das Parcerias Público-Privadas que estão sendo celebradas com grandes empreiteiras e corporações que estão de olho no dinheiro liberado pelo PAC, de mais de R$ 80 bilhões, para investimento em esgotamento e saneamento básico. Mostrou um contrato de PPP, que, segundo ele, pode privatizar a Saneago em Rio Verde. Por fim manifestou confiança nas ações do governo federal com vistas a resolver o problema de esgoto e fornecimento de água no país.
Entre as denúncias anotadas por Cabral está cobrança indevida de taxa de esgoto, bem como a questão de lixo hospitalar de Rondônia que está chegando ao município. Alguns reclamam que está faltando responsabilidade sócioambiental por falta de gestão integrada, ou seja, a falta de conversa entre os setores. Outros colocaram que a bacia hidrográfica de Rio Verde é grande, mas que faltam políticas públicas para explorá-las devidamente. O deputado se comprometeu em lutar ao lado da população rioverdense para resolver essa questão de esgoto e fornecimento de água no município.