Presidentes de conselhos tutelares do Oeste goiano expõem dificuldades
Em audiência pública que acontece nesta quinta-feira 17, em São Luis de Montes Belos, os presidentes dos Conselhos Tutelares da região Oeste de Goiás revelam as dificuldades enfrentadas.
Segundo eles, muitos conselhos não possuem estrutura para atender a sociedade, e desenvolvem seu trabalho pelo esforço da equipe. Maquinários como computador, carro e telefone são escassos.
A presidente do Conselho Tutelar de São Luis de Montes Belos, Ângela Cristina da Silva, afirma que muitas deficiências já foram superadas, mas ainda existem várias outras para serem enfrentadas. “Não é fácil manter um conselho sem recursos”, aponta.
Para ela, o conselho tutelar do município sofre com a falta de um consultório psicológico exclusivo. “É muito importante a criação do consultório psicológico exclusivo. Existem situações que as crianças e adolescentes precisam de atendimento psicológico imediato, e isso não é possível”, revela.
Em Doverlândia, o conselheiro tutelar relatou não haver centro de acolhimento para menores de idade que estão desabrigados. Em Jussara, a presidente do conselho Irene de Oliveira Machado levantou reivindicações acerca da remuneração do conselheiro.
No geral, os presidentes destacaram a necessidade de políticas públicas efetivas voltadas para os conselhos, sendo que as principais necessidades relatadas na audiência estão ligadas à estruturação do conselho, material para trabalho e remuneração dos conselheiros.