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Sônia Chaves faz avaliação do Seminário Fenego

18 de Novembro de 2011 às 11:59
Crédito: Y. Maeda
Sônia Chaves faz avaliação do Seminário Fenego
Reunião da FENEGO

Madrinha do movimento Tucanafro, o movimento negro do PSDB, a deputada Sônia Chaves (PSDB) fez uma avaliação positiva do Seminário do Fórum de Entidades Negras de Goiás (Fenego), realizado na manhã desta sexta-feira, 18, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa. “Foi um momento ímpar para refletirmos sobre o papel do negro na política deste país.”

Promovido pelo Fenego, o evento reuniu a militância negra do Estado, que participou de um debate amplo de como fazer política, sob a coordenção do professor Norton Pereira, presidente do PSDB afroestadual, que é o Tucanafro.


O evento também serviu como preparação para a oficialização da convenção do movimento negro do PSDB, que será realizada neste domingo, 20, a partir das 8 horas, também na Assembleia Legislativa, a propósito do Dia da Consciência Negra.

Sônia Chaves entende que o Dia da Consciência Negra, que se comemora em 20 de novembro, é de fato uma data para ser festejada, mas muito mais que isso, para se fazer uma reflexão sobre o papel e a situação do negro no Brasil. “É verdade que muitos afro-descendentes tiveram acesso à escola, ao mercado de trabalho, ocuparam importantes cargos administrativos e políticos, mas isso é reflexo de muita luta, que teve como protagonista Zumbi dos Palmares e vários outros personagens de nossa história.”

A parlamentar social-democrata citou dados da Palmares Fundação Cultural, que mostra avanços importantes da população negra no País. Os dados revelam que a população negra brasileira é responsável por movimentar R$ 637 bilhões por ano, segundo pesquisa divulgada esta semana pelo Data Popular.

O levantamento indica aumento de negros na classe C, que passaram de 34%, em 2004, para 45% em 2009. No topo da pirâmide, a expansão da população negra foi de 4%, na classe E houve redução de 7% para 2% no período. O estudo foi encomendado pelo Fundo Baobá pela Equidade Racial.

Mesmo diante destes números, Sônia Chaves enfatiza que a luta é contínua e árdua. “Infelizmente, ainda temos negros sem acesso à saúde básica, à educação, ao mercado de trabalho, à arte e à cultura. Lembro-me de uma frase de Martin Luther King que dizia 'Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. É neste ponto que devemos comemorar os avanços, mas também reforçar a consciência, mas a verdadeira consciência negra de que a luta continua.”

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