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Participantes concordam que combate à violência contra a mulher tem que ser constante

24 de Novembro de 2011 às 11:28

A presidente da Associação dos Professores da Universidade Católica de Goiás, Lúcia Rincon Afonso, destacou que a violência contra a mulher deixou de ser  algo que se trata em casa. “A cada dia a necessidade de intervenção se mostra presente em várias esferas de nossa sociedade”, disse.

Lúcia participa neste momento da audiência que acontece na Assembleia, na manhã desta quinta-feira, 24, por ocasião do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Ela fez um breve relato da história em que, segundo ela, a mulher foi sempre tida como privada de direitos e liberdades e que só com muita luta e perseverança estão conseguindo mudar esse quadro. “A luta contra a violência à mulher requer nossa presença nos espaços de poder. É uma luta milenar e lenta e que provoca maior conflito, mas que é o caminho para o  combate à violência”, disse.

Presente também ao encontro, a secretária municipal da mulher da prefeitura de Goiânia, Teresa Sousa, destacou os avanços obtidos nos últimos anos e lembrou que Goiânia é a primeira capital brasileira com uma secretaria instituída por Lei com a finalidade de tratar do assunto. “Essa é mais uma demonstração do compromisso da prefeitura de enfrentar esse problema que ainda existe na nossa sociedade”, comentou.

Teresa Sousa disse ainda que a violência contra a mulher não pode ser considerada apenas aquela que corresponde à agressão física. “Muitas vezes a violência moral que sofremos chega a ser mais doída que uma agressão física. Nessa questão, a Lei Maria da Penha tem a qualidade de dar o entendimento de que violência não é só aquela que machuca fisicamente, mas também aquele preconceito moral que submete a mulher a um grau inferior”.

A audiência está sendo realizada no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.

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