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Coordenadora do Consultório de Rua denuncia violência contra moradores de rua

24 de Novembro de 2011 às 16:20

Subindo à tribuna durante a audiência pública desta quinta-feira, 24, que discute lei federal que proíbe castigos severos contra jovens, a coordenadora do programa "Consultório de Rua", da Secretaria Municipal da Saúde, Elaine Mesquita, condenou o que qualificou de preconceito contra moradores de rua. A reunião acontece no Auditório Costa Lima.

"A própria sociedade não quer ver aquilo que ela mesma fez. Esta é uma situação ainda mal compreendida pelos diversos segmentos sociais", afirmou a especialista. "A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia tem registrado muitos casos de tortura nas abordagens policiais. Hoje, com a notícia das mortes recentes de dois moradores de rua, estamos de luto", disse.

O deputado Karlos Cabral (PT) também lembrou recente chacina ocorrida na Capital, que vitimou cinco membros de uma mesma família, e ressaltou a necessidade de melhorias nas políticas voltadas a jovens e adultos em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de reduzir o panorama de violência no Estado. "Segurança Pública, Educação, Saúde: todas essas são políticas transversais, que contribuem para o desenvolvimento do nosso Estado", avaliou.

Em seguida, a deputada federal Érica Kokay (PT-DF) afirmou que  vai sugerir à Câmara Federal a criação de uma comissão especial destinada a avaliar a situação da violência em Goiás.

"Precisamos ter a clareza de que, sob os escombros da indiferença e da desigualdade, exsite um ser humano. Nós vamos aprovar, na Câmara, uma comissão que virá a Goiânia para que possamos registrar o extermínio dos moradores de rua", afirmou.

Dignidade

Fazendo uso da palavra, o secretário de Estado da Cidadania e Trabalho e deputado licenciado, Henrique Arantes (PTB), que representa o governador Marconi Perillo (PSDB) no encontro, afirmou que nem no período da chamada Ditadura Militar houve tantos extermínios de menores quanto na atualidade.

"O Estado como gestor de políticas públicas tem a obrigação de buscar minimizar ou neutralizar esses dados, fazendo com que esses jovens saiam da situação de risco. Vou levar ao Governador o resultado das discussões", disse.

A deputada Flávia Morais (PDT-GO) saudou a mobilização de militantes presentes no encontro. "No mundo de hoje, onde as pessoas são naturalmente individualistas, me admira um grupo sair às ruas para fazer uma manifestação. Vocês adotaram esta causa e vieram à Assembleia com muita vontade", elogiou.

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